E lá se foi o maior humorista do Brasil

O que dizer de alguém que tendo nascido no Acre e vivido parte de sua vida na cidade do Rio de Janeiro, tornou-se (palavras dele mesmo) paulistano de corpo e alma, e que alem de um enorme talento, ainda foi sempre um excelente colega, grande amigo e um patrão maravilhoso?

Zé era como um irmão, não só para mim, mas para todos os que desfrutaram de sua intimidade.

Jamais encontrei alguém em minha vida que não falasse com muito carinho do seu enorme talento, do seu profissionalismo e do seu coleguismo.

Ele, Oscarito, Ronald Golias e o Palhaço Piolim inspiraram minha vocação artística, e a vontade de fazer humor.

Zé Vasconcelos foi meu patrão em 1970, na comédia de Péricles do Amaral, que ele montou no Teatro das Nações em São Paulo, com ele e com essa mesma peça viajamos para encená-la, no Teatro Leopoldina em Porto Alegre, em Campinas, em Vitória no Espírito Santo e no Teatro Serrador no Rio de Janeiro.

Foi também meu colega de trabalho, no programa Aperte o Cinto da TV. Manchete em 1986. Onde por mais de um ano, alem de estarmos juntos no programa, ainda viajamos lado a lado de São Paulo para o Rio de Janeiro de carro pela Dutra para gravarmos o programa, ficávamos hospedados no Hotel Novo Mundo bem ao lado da citada Emissora.

Como é maravilhoso ter um amigo e um colega assim. Se não tivesse nenhum significado a minha participação na vida artística, o fato de ter desfrutado da amizade do querido Zé Vasconcelos, já teria valido a pena.

Saber que alguém como o Zé nos deixou é muito triste, pois com ele se vai um pouco da minha historia, uma boa parte da minha vida. É como se eu tivesse perdido um Pai, um irmão. (mesmo sabendo que nada disso esta perdido). Fica no ar uma saudade, em nosso peito uma enorme tristeza.

Afinal não é qualquer artista nesse nosso imenso Brasil que pode dizer (modéstia à parte):

– “Eu sou o espetáculo!”

José Vasconcelos: 85 anos de graça, muito talento, coleguismo e humor. Até breve!

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