A bela Mooca

Anteriormente, eu escrevi sobre a Mooca, mas ainda assim nunca se completa aquilo que poderia ser realmente dito pelas recordações, que são muitas, de um bairro tão caloroso e tão familiar.

A Mooca é um bairro habitado por italianos e descendentes de italianos, por isso eu o chamo de “a bela Mooca”, claro que lá estão também os portugueses e espanhóis, assim como outros descendentes, mas quando se fala em bairro italiano em São Paulo, logo se fala no bairro do Bexiga ou da Mooca.

Eu não nasci e nem morei na Mooca, mas quase que fui residir neste bairro, logo que me casei em 1982, com uma descendente de italianos, a Sandra Mocerino, que residia na Rua Ibitinga, uma travessa da Rua da Mooca próximo de uma escola.

Frequentei muito aquela região nos anos 70, 80 e 90, mas com o falecimento da minha sogra em 1997 e posteriormente em 2002, quando ocorreu o falecimento do meu sogro, eu fui para aquela região poucas vezes, mas tenho lembranças inesquecíveis daquela região.

O principal acesso ao bairro, para quem vai do centro, via Radial Leste, é através da Rua dos Trilhos, na Praça Kennedy, onde se localiza o “Bate-Papo”, que frequentei diversas vezes.

Eu posso citar que há ruas e avenidas que ficaram na minha memória como: Avenida Paes de Barros e as ruas Taquari, Cassandoca, Oratório, Juvenal Parada, Capitães Mores, Tobias Barreto (inclusive, quando ouço a música do Guilherme Arantes, "Cheia de Charme", me faz recordar esta rua, pois quando ela fazia sucesso, saindo da Rua dos Trilhos e entrando nela, para ter acesso a Rua da Mooca, esta música tocou no rádio do meu carro e acabei guardando na memória este momento).

Há outras ruas como a Cuiabá, onde se localiza a Escola MMDC, que a minha esposa, quando namorávamos, estudou e eu por diversas vezes fui busca-lá, a Rua Leme da Silva, onde residia a Claudia – amiga da Sandra (minha esposa) e da Damaris. Quantas caronas e festas, cinemas e teatros curtimos juntos e eu até cheguei a dar carona para a Claudia prestar o vestibular na PUC comigo.

As ruas Ibitinga, Jaboticabal, Natal, Teresina, Avaí, Pirassununga, Campo Largo, Manaus, Porto Alegre e Acre, são lugares inesquecíveis e é claro, eu me casei no Cartório da Rua da Mooca e na Igreja da Rua Ibitinga.

Todos estes lugares são inesquecíveis e são diversas as músicas do final dos anos 70 e dos anos 80 e 90 fazem lembrar-me deste bairro, músicas do Elton John, Bryan Adams, George Michael, Carly Simon, Billy Joel e Phil Collins.

A Mooca do Juventus, da Rua Javari, das pizzarias, da doceria da Rua Bom Conselho, que não existe mais, tantos sorvetes tomamos ali, até com os meus filhos.

Um dos padrinhos do meu casamento foi o Mário, irmão da Fátima, que era casada com o meu cunhado Rubens, que é um dos proprietários de uma farmácia, localizada na esquina da Rua da Mooca com a Rua Visconde de Laguna.

Portanto, mesmo sem ter nascido ou residido no bairro, a Mooca é um dos bairros de São Paulo dos quais eu guardo boas lembranças.

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