Sampacine

Cine Coral ficava na 7 de abril. Na Barão Itap, tínhamos o próprio Bãrão. Na Conselheiro Crispiniano tinha o majestoso Marrocos, porquanto na São João havia o Saci, Rivoli, Art Palácio, Regina, Oasis, Olido, Metro, entre outros.

Na Avenida Ipiranga havia o Windsor, no Largo Paissandu, o próprio e o maravilhoso Ouro. Tinha também o Cine Dom José(ex-Jusssara na década 60).

O que mais? Ah, tinha o Arouche, o Comodoro, Ipiranga, Marabá…. Eram, na maioria quase absoluta, cinemas luxuosos, suntuosos o suficiente para receberem a família toda, pai, mãe, filhos, que com suas indumentárias, enchiam a sala de espera na hora do intervalo.

Nas décadas 60/70 e parte da 80, ir a um cinema paulistano era moda, status. Quantas e quantas milhares de pessoas não viveram dentro destes cinemas momentos inesquecíveis de suas vidas? Cada cinema, um filme, uma parte da vida de cada um.

Os épicos filmes da década 60 foram todos exibidos nas salas dos citados cinemas paulistanos… Não há outra capital brasileira que simultaneamente tivesse possuído tanta quantidade e qualidade como possuiu a Paulicéia dos anos 60/70/80.

Nos dias atuais, os cinemas se concentram nos shoppings, totalizando mais de cem cinemas, porém, sem o glamour dos cinemas de outrora… E olha que não adentrei nos cines de bairros que possuíam outras histórias.

Assim como em gastronomia e também em outros segmentos da sociedade, a questão de disponibilidade de cinema em São Paulo era a maior, não só do Brasil, mas como da América do Sul.

Olha! Quer saber? Se falarmos em salas de teatro, Sampa é soberano.

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