São Paulo: terra da garoa

Vim do litoral de São Sebastião, em 1970, para trabalhar em uma firma a Codrasa, no Jaguaré.

Trabalhei lá por um ano, na época possuía 18 anos. Fiz muitas amizades, passeava muito pelo bairro Jaguaré e pelo centro de São Paulo.

Hoje estou com 60 anos e moro no litoral novamente. Tenho muitas saudades de São Paulo dos anos 70, quando se podia namorar nas praças, ir ao cinema, como o cine Cairo na Rua Formosa, passear pelo centro curtindo a noite da cidade…

Aquela garoa caindo na minha jaqueta de couro e na calça boca de sino. Que saudade tenho da antiga Avenida São João, Ipiranga, Praça do Correio, Vale do Anhangabaú, Estação e Praça da Luz, rodoviária antiga…

Estou aposentado e quando posso vou a São Paulo. Hoje tudo mudou, o que nunca vai mudar são os bons momentos da época em que morei nesta cidade, minha segunda cidade de coração!

Obrigado São Paulo e seu povo de toda parte do Brasil, que acolhe outros povos de outros países. Uma frase que sempre falo:
-“Não existe nada que a gente, pelo menos, não possa tentar”!

Carlos Aparecido Ferreira