Tenho uma doce lembrança sobre a primeira vez que fui a um Restaurante, pois não tínhamos em família o hábito de freqüentá-los.
Eu já estava com 17 anos, trabalhando no Banco Itaú há 3 , quando foi admitido um colega que se chamava Pedro, era um moço muito especial, tanto pela aparência, (alto, cabelos castanhos e olhos verdes), como pela educação e gentileza, que lhe eram peculiares, tinha 27 anos, vindo há pouco tempo do Estado do Paraná.
Em nosso Departamento trabalhavam umas 30 moças, eu na época era a caçula delas. Todas queriam agradar o rapaz. Ele como era de se esperar, fazia o maior charme e ficava todo vaidoso, claro!
Eu como era tímida e conversava pouco, nunca chegava para falar com ele, sozinha. Até que um dia, acho que ele estava um pouco intrigado com meu comportamento chegou na hora do café e perguntou se podia tomar seu lanche ao meu lado. (Lá no Banco, em nosso Depto., parecia uma escola, havia o intervalo do lanche para todos no mesmo horário). Eu muito tímida consenti que ele ficasse ali, porém não procurei assunto, ele sim, fazia algumas perguntas. E assim foi por vários dias ele lanchando comigo. Ah! Tinha um detalhe, nós todos levávamos "marmita" de casa.
No dia de meu aniversário 17/12 ele me disse que eu não deveria levar a "marmita", pois eu iria almoçar com ele em um restaurante. Fiquei muito aflita e nervosa, por que eu nem imaginava como seria este almoço.
Fomos a uma restaurante que não me lembro onde ficava, só sei o nome BON GIOVANNI, foi ótimo adorei a comida, não poderia ser outra senão, uma massa suculenta, hummmmm! que delícia, mas como eu estava muito envergonhada, a comida ficou gelada, por eu ter comido muito devagar, para não parecer "morta de fome". São coisas de "marinheiro de primeira viagem".