Esta história aconteceu na década de oitenta, eu morava no bairro da Casa Verde e havia uma praça e uma escola pública tradicional no bairro, a Escola Estadual Padre Manuel de Nóbrega, popularmente e carinhosamente chamada por todos nós de Matão.
Nós admirávamos nossos professores, considerados mestres. Meu pai, na época, era do conselho de escola. As festas juninas, que aconteciam ali, eram nosso ponto de encontro. Pessoas que há tempo não encontrávamos, era só ir à Festa Junina e lá estavam elas mais uma vez…
A comunidade participava da organização das festas e da decoração. Nós, os alunos, saíamos arrecadando prendas pelo bairro.Havia o correio elegante, a cadeia, a música, a quadrilha, a maçã do amor, os abraços e risos com os amigos…
Naquela época vestíamos aventais brancos como estes dos médicos e enfermeiros, eram os nossos uniformes e como nos orgulhávamos deles!
Havia, no entanto, um professor de cabelos grisalhos, um dos mais idosos do colégio, que nunca faltava. Ele era muito atento, ensinava muito bem, mas um dia ele ficou muito nervoso na sala de aula com uma gracinha que um aluno fez, enquanto ele explicava a lição na lousa.
De repente, ele caiu no chão (enfartando), ali na frente dos alunos, que não entenderam nada do que estava acontecendo. Todos pensaram que era apenas um tombo.
Refleti,o magistério não é fácil…Mas passaram-se alguns anos e lá estava eu lecionando na mesma escola! E que alegria era pra mim: tantos olhares me admirando e me pedindo atenção!
Nos finais de semana, haviam as danceterias que eu frequentava e meus alunos também! Como diz a música: " A vida poderia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: ‘é bonita,e é bonita!’”.
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