Um final de tarde quente de verão, já tinha voltado do trabalho e tinha acabado de jantar quando um amigo tocou a campainha.
Ele e um casal de amigos estavam indo a Santos tomar um chopp, um sorvete, dar um passeio e passaram pra me convidar. Esse tipo de programa era comum nos anos 70.
Topei na hora, claro. Mas… ele não havia dito que o casal ia de carro e eu, com ele, de MOTO !
Puxa, nunca tinha andado de moto na vida e aquilo me parecia uma loucura. Sem esperar que eu refletisse muito já foi me dando um capacete, pediu para que eu pegasse um agasalho e fomos.
Era uma moto grande, me parece que 1000 cilindradas. Ele era um hábil piloto e no começo não senti muito medo. Ele foi devagar e orientando para que segurasse bem na sua cintura e acompanhasse o movimento do corpo dele, ora jogando para a esquerda ou direita, dependendo da curva.
Fomos pela Imigrantes. A noite estava bonita, e assim que saímos de São Paulo, fui percebendo as estrelas. O céu estava magnificamente estrelado e o vento que ia sentindo no meu corpo era deliciosamente refrescante. Fui perdendo o medo e apreciando a viagem.
Não tirava os olhos do céu e eis que, numa fração de segundos, vi uma ESTRELA CADENTE! Foi uma aparição tão rápida, tão bonita, que no mesmo instante fiz um pedido e comentei com ele.
Foi uma viagem inesquecível, só que, na volta não tive coragem de voltar com ele e voltei com o casal de carro e o pedido não foi atendido.
Acho que foi melhor assim. Tudo tem o tempo certo!