A minha "amiga" Doris, conta histórias muito pitorescas.
Lendo uma dessas, lembrei-me de um caso muito interessante e constrangedor que aconteceu comigo no ônibus elétrico "Santana – Largo São Bento".
Eu trabalhava na Rua São Bento, (Banco Itaú) era bem jovem e estávamos em tempo de recessão, quando faltava no mercado muitos gêneros alimentícios como: açúcar, farinha de trigo, macarrão, etc.
Como no grupo do Banco Itaú havia um "moinho", eles conseguiam para nós tais produtos, com preços muito atrativos.
Naquela tarde, no horário de ir para casa, depois de um dia estafante de trabalho, peguei meus pacotes pesados e me dirigi à portaria, porém chovia torrencialmente, todos desprevenidos . Fui para o ponto do ônibus que ficava ali no Largo de São Bento eu estava completamente molhada. Os pacotes que continham o açúcar, a farinha e o macarrão, deviam pesar aproximadamente uns 15 quilos ao todo.
Chegando o ônibus, foi um empurra, empurra horrível, espremendo-me daqui e dali, consegui entrar, só que os pacotes com os produtos estavam molhados também e foram rasgados. Foi aquela bagunça no ônibus, todos que estavam por perto ficaram lambuzados, pois a farinha e o açúcar viraram uma pasta e todos reclamavam comigo de forma muito ríspida. Mas aquela situação não tinha solução, pois eu não podia mais descer do ônibus, quando chegamos a Santana, lá na Rua Alfredo Pujol, quando eu ia descendo, sem os pacotes, pois ficaram destruídos, além do cobrador e motorista me terem dado a maior bronca, recebi a maior vaia… Que horror fiquei morrendo de vergonha. Sem falar que minha mãe que esperava muito contente pela compra que fiz, com certeza apesar da decepção, ficou com pena do vexame que passei. Estas são coisas que acontecem em S.Paulo.