Sampa é minha cidade natal, nasci e aí morei até os nove anos de idade. Uma infância regada a loucas histórias.<br><br>São Paulo sempre foi um grande centro urbano… Naquela época, havia muitos rumores de violência e minha mãe me mantinha trancafiada dentro de casa.<br><br>Aos seis anos fiz amizade com uma garota do bairro (Planalto Paulista) e ela tinha dois anos a mais que eu. Criamos uma ótima estratégia: eu dizia que ia à casa dela, ela dizia que ia para minha e, uma vez liberadas, íamos para a rua e andávamos livremente.<br><br>Aprontávamos muito, tocávamos campainha na casa dos outros e saímos correndo; implicávamos com os garotos; circulávamos de bicicleta.<br><br>Minha tia morava próxima, em Indianopólis, e um dia fomos até lá de bicicleta… Caí em cima da passarela da Avenida 23 de Maio. Até hoje tenho trauma de passarelas.<br><br>Aos 10 anos, me mudei para Belo Horizonte, mas sempre ansiei pelas férias quando íamos para o litoral paulista. Férias inesquecíveis, Praia Grande com seus shows na areia, Guarujá com seu mar esplêndido, Santos e suas tradições.<br><br>O que dizer de minha cidade? Talvez "Caetanear” o que há de bom: “Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João…".<br><br>E-mail: [email protected]