Tucuruvi – Domingueira no Acre Clube

Lembro das domingueiras no Acre Clube em 1977…

Usava cabelo penteado para trás com topete, tipo Elvis Presley. Naquele ano, era moda usar blusa branca com um M vermelho na frente, o que imitava a blusa do Mackenzie. Para completar a vestimenta, calça jeans soft ou Levi’s. O calçado era bota de couro de cano baixo.

Nos bailes, todos dançavam músicas Disco, enfileirados, fazendo os mesmos passos, como uma brilhante coreografia.

As músicas da moda eram as da cantora Donna Summer, KC and Sunshine Band (com músicas como “Please don’t go”, “Shake your Booty”, “That´s the way I like it”, “I´m your boogie man”).

As músicas lentas eram as do Bee Gees, que ficaram em alta na época com o filme do momento: “Saturday Night”, estrelando John Travolta. E logo após, saiu o filme “Grease”, com o mesmo astro juntamente com a Olivia Newton-John.

Lembro-me que tirava as meninas para dançar e, lentamente, encostava meu rosto nos delas e ia escorregando, até sapecar aqueles beijões na boca, onde as línguas se entrelaçavam e pareciam hélices de liquidificador, como já dizia Cazuza. Quando conseguia conquistar alguma menina, de forma a encantá-la, íamos ao o terraço, que ficava ao lado do salão, com vista para a piscina, ou para o mezanino, localizado numa parte mais alta ao lado do salão.

Eu também adorava ir ao Trambique, um baile mais popular, de ingresso mais barato, que localizava-se na Parada Inglesa. Lá era bem badalado e cheio de gatinhas da Gabriela, Vila Gustavo, etc.

Eu estudei no colégio Jardim França de 74 até 78 e era apaixonado pela Célia, mas nunca tive coragem de dizer para ela. Que pena.

Um fato também muito marcante foram as corridas de carrinho de rolimã no bairro Jardim França, aproximadamente em 1976. Era naquela rua do largo da igreja. Aquele era o point e as garotas que chamávamos de cocotinhas lotavam o local. Cocotinhas foi um nome que surgiu por causa daa calçaa que tinham a boca apertada, como as atuais skinnies.

Nesta época, também usávamos os camisões, que eram camisas que tinham um “rabo de peixe” atrás. Logo em seguida veio a moda dos “cabelos com rabinho”: o famoso corte repicado que fazíamos no salão do Cristus em Santana.

As roupas mudaram, os points são outros.
Mas São Paulo, sempre São Paulo.

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