Bicampeão… Brasil!

Pois já se vai 48 anos de um bicampeonato no Chile. Quanta coisa mudou!

Assistíamos aos jogos em um painel de luz manipulado em plena Praça da Sé. Víamos uma luz que movimentava no painel. E eram assim nossas emoções: as mais puras, pois não era visado o fator monetário…

Passados alguns dias, chegava ao Aeroporto de Congonhas, em um avião da extinta Pannair do Brasil prefixo PP-PDC, aquela que um dia seria nossa para sempre e que algum imbecil iria derretê-la… A tão cobiçada taça Jules Rimet! Esperamos no saguão do aeroporto, mas a ânsia era maior, e conseguimos invadir a pista e ir bem perto dos jogadores… Eque jogadores! Tinham a pátria em primeiro lugar!

Hoje seriam milionários! Muitos estão por aí ainda, vivendo medianamente com recursos economizados… Mas que glória! Eu me sentia o maior privilegiado, pois tinha ficado a menos de 2 metros do tão cobiçado troféu!

Saímos acompanhando o cortejo no qual ia os jogadores em um caminhão do corpo de bombeiros. Descemos pela então Avenida Ruben Berta (não existia ainda a Avenida 23 de maio), até o Clube Sírio. Seguimos pela Avenida República do Líbano, chegamos ao Ibirapuera e subimos a Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, para chegarmos ao prédio da Federação Paulista de Futebol.

A felicidade era tanta aos meus 16 anos, que nem percebi que todo esse percurso foi feito andando atrás do cortejo no meio de uma multidão! Nem cansado ficamos, pois nem nos lembramos de ter caminhado tanto! Apenas nos contagiamos com a felicidade do momento. Que saudade desse futebol-arte apaixonante!

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