Brás, sonhos e realidade

Tirando o corre-corre do dia-a-dia, reviro minha memória, me vejo na infância, rodeada de amiguinhos (as), correndo pra lá e pra cá, até a gente se cansar.<br><br>As brincadeiras de rua…<br>Os caminhos do nosso bairro e ruas eram tão bem decorados por nós, conhecíamos passo a passo de tal decoração.<br><br>Brincávamos, brigávamos, chorávamos e ríamos, ríamos muito.<br><br>Quantos e quantos tombos, joelhos e braços ralados, quantas pancadas na canela… Logo vinham las madres e las mammas com um pedaço de pano com salmoura que era colocado no machucado: receita caseira dos antigos!<br><br> Éramos livres, nos contentávamos com pouco.<br><br> Íamos para o G.E.R.P com satisfação. Pelo caminho encontrávamos, aos poucos, outras crianças, distraíamos-nos com o comércio que havia no trajeto… Aquele foi um dos meus caminhos mais suaves…<br><br>Os domingos à tarde eram especiais naquele bairro alegre e contagiante: meu querido Brás. Usávamos nossa melhor roupa e sapatos: as meninas com seus vestidos de organdi e suas tranças, os meninos de calças curtas e suspensórios. E lá íamos todos para a matinê. Era uma alegria, uma gritaria, uma festa.<br><br>Chegou a juventude…<br>Acompanhada de inseguranças, desafios, incertezas e muitos, muitos sonhos… Muitos deles realizados e muitos outros frustrados.<br><br>Tudo no Bairro do Brás, na nossa querida São Paulo.<br><br>Na fase adulta, vamos sentindo e vivendo a realidade.<br>Coisas boas, coisas não tão boas. Onde mais prevalecem os interesses econômicos para que se realizem os sonhos, que, quando crianças, fluíam naturalmente com base em nossas ilusões.<br><br>Por isso trazemos nossos sonhos de criança por toda vida…<br><br><br>E-mail: [email protected]