Gostaria de ter um olhar mais abrangente que capturasse, com riqueza de detalhes, o todo (ou tudo) que me cerca.
Não que eu seja dispersiva com aquilo que acontece ao meu redor, porém, sei que tenho certa tendência à abstração. E é isso que me faz diferente. Para pior!
Muitas vezes decepciono quem de mim se aproxima porque não correspondo às expectativas (se é que existem). Penso que amizade dá trabalho. Porém, sempre tenho tempo para ler. É um vício. E, se o assunto ou o livro for bom, leio-o com sofreguidão. Vou saboreando-o devagar, para adiar seu final.
Ao ficar sabendo da existência deste site, li rapidamente todos os textos. E, aos poucos, fui lendo os respectivos comentários.
O interessante foi descobrir os mundos que cada autor carrega dentro de si. Mundos esses não tão diferentes dos nossos e que se abriram diante de mim, contados por brasileiros cuja vida urbana e rica eu não conhecia.
Com relação à infância e mocidade, consideradas tão distantes, hoje elas estão bem mais próximas porque as reconheço em cada bairro, em cada quarteirão da cidade que algum autor habitar. É sempre bom estar em contato com nossos contemporâneos para reconhecer que não somos únicos e, portanto, não estamos sós.
Enfim percebi que, em nossa vida, os ciclos têm data para começar e terminar. Precisamos estar atentos sempre para um novo começo (no meu caso, foi nele que os encontrei).
Está sendo muito bom!