Nossa velha Caetano de Campos. Escola modelo, grandes professores, prédio lindíssimo e muitas histórias. Foi lá onde eu, estagiária de Normal, fui convocada para preparar a festa de Dia das Mães de uma sala de primeira série. Passado algum tempo, a diretora então anuncia que seria a festa de todas as onze primeiras séries. Pasmem. Eu fiquei
perplexa, mas encarei o desafio nos meus poucos 17 anos. Ao final, a festa foi linda, saímos até no jornal. Pena eu não ter guardado o recorte. Ganhei presentes das professoras, lembro até hoje uma bolsa de couro preta que usei com orgulho por muito tempo.
Eu já namorava e nos dias de estágio saia da Caetano de Campos a pé, andava pelas ruas até chegar a Praça Ramos (não sei se ainda tem este nome), que era em frente ao Teatro Municipal, tendo o cuidado de passar antes na doçaria e comprar dois doces Olho de Sogra que meu namorado adorava. Doces em punho, lá ia eu tomar meu ônibus. Antes, descia até a rua Formosa aonde o eleito trabalhava e, esperando-o na saída do seu também estágio de engenheiro, caminhávamos exatos cinco minutos do prédio até o ponto do meu ônibus (na lateral do teatro). Ali furtávamos um beijinho envergonhado e nos despedíamos até o próximo estágio.
Era tão bom. As ruas eram aconchegantes, os jardins mais cuidados, a gente andava sem receio de assalto. Hoje, após 41 anos este engenheiro é meu marido há 37. Tudo durava cinco minutos, nada mais.
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