A história que vou narrar realmente aconteceu aqui em São Paulo, lá pelos idos anos 50/60.
Era da raça negra, alto, forte, simpático e bom de bola. Oriundo de uma família simples, mas educado e afável no trato com todos.
Vivia de pequenos serviços e especialmente os relacionados com eletricidade.
Era conhecido pela alcunha de "João Três Pulos", porque toda vez que jogava bola, antes de chutá-la à gol, dava três pulos, e assim ficou com a marca registrada.
Dizia que assim o fazia, pois, para alcançar o céu quando morresse, teria que dar três pulinhos para galgar a porta de entrada, que para ele era o gol. Ríamos pela simplicidade do motivo.
Prestando serviços na piscina no Clube Banespa, na outrora "Parada Petrópolis", denominação do local onde se situava (situa) o mesmo e onde morávamos também, ao lidar com um emaranhado de fios condutores de eletricidade na superfície e nas proximidades da beira da piscina que estava molhada, levou uma descarga elétrica de tal intensidade que o jogou para dentro da mesma, a qual estava vazia. Caiu de uma altura de uns cinco metros e, ao que disseram, bateu de cabeça.
Se folclore ou não, constou, dito pelos companheiros de serviços que presenciaram a triste fatalidade, que já nos estertores da morte bateu os pés como que dando três pulinhos.
Triste destino!
Acredito que no céu esteja…
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