Nasci em Londrina e vim para São Paulo aos cinco anos, com minha família, em 1967. Moramos em uma pequena casa alugada, na Avenida Diederichsen, era um conjunto de casas que tinha nos fundos uma passagem para a casa dos Yamamoto, proprietários das casas, onde as crianças passavam para ir até o clube de bocha pela Rua José Maria Whitaker e até o córrego para pegar peixes. Lembro do pé de uvas, de romã e de todo o jardim na parte de baixo da casa.
No verão as crianças brincavam de bolinha de gude na rua que nem era asfaltada ainda, ou de taco. Lembro do sino da Igreja São João Batista, que tocava todo o final de tarde de domingo. Da escola Almirante Barroso, da Dona Amélia, da caçulinha com sanduíche de mortadela que ganhávamos, na semana da Pátria, dos hinos da marinha… Da Escola Municipal Cidade Vargas, onde eu ia de ônibus e descia em frente à alfaiataria em que meu Tio Ossamu trabalhava, depois atravessava a avenida até a Igreja Nossa Senhora das Graças e depois para a escola. Do arroz doce e da sopa de legumes que era servido no refeitório…
Do Hermano Ribeiro da silva, do Vítor, que morreu atropelado em frente à padaria Sidney, do Stênio Garcia, que morava em frente à vila, onde morou depois os Petit; do Turíbio Ruiz, a quem eu vivia pedindo autógrafo toda vez que o via. Do castelinho da Rua Guaratuba, dos malditos aviões que passavam em cima de casa.
Tenho saudades do tempo em que a gente podia brincar na rua sem perigo de assaltos e violência, do tempo em que estudei no Villalva e nunca vi nenhum tipo de briga. Das casinhas da Fagundes Filho, do mercadinho Mori e de tantas outras coisas que não existem mais.
Infelizmente não tenho fotos daquela época, só as imagens que tenho na minha Memória…
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