Quanto riso oh! quanta alegria…
Não poderia começar com outra frase para falar de você. Em 1985, quando trabalhava na Secretaria de Estado da Cultura, tive o privilégio de conhecer esta figura de carteirinha marcada para sempre neste nosso coração brasileiro, e que me honrou com uma poesia especial, só minha e guardada a sete chaves.
José Flores de Jesus nasceu em 1921, no Rio de Janeiro, para a felicidade desta nação. Seu apelido veio da infância, Zé Quietinho, daí para Zé Keti foi um pulinho.
Sua bagagem de vida, graças a Deus, nos leva a um país recheado de alegria, festa e fantasia.
Sua contribuição em nossa música teve uma parcela valiosa.
Mas, em 1999, ele fez sua passagem ao eterno aos seus 78 anos, para nós nunca mais.
Seu nome sempre será lembrado por aqueles que têm o samba na alma.
A você, meu Pai Preto, como sempre te chamei em nossos papos e encontros, no centro de São Paulo, pelos botecos da vida, você com sua caixinha de fósforos na mão, batucando seus sambas, marchas, e compondo, claro que acompanhado de uma boa e velha caipirinha, eu o reverencio!!!
É Pai, você me ensinou muito, teve ouvidos para minhas poesias, me deu conselhos e me mostrou o lado do Zé poético, músicas lindas, eternizadas em seus versos.
Sinto saudades daqueles tempos que não voltam.
Ainda bem que tenho a lembrança da tua luz, que para sempre irá iluminar a alma dos saudosos carnavais de nossas vidas.
O que mais posso dizer se não até o nosso próximo encontro, amigo!, no eterno.
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