O Parque do Ibirapuera

Muitos já se foram e creio que são poucos os que se lembram de como era o Parque do Ibirapuera aqui em São Paulo. Devia ser o final da década de 50 e o início dos anos sessenta. Naquele tempo o parque já era um dos recantos preferidos da população paulistana. Era, como ainda é hoje, um lugar maravilhoso.

Eu era um menino ainda e me lembro de que nas noites de sábado ia com meu pai, minha mãe e que sempre havia primos aproveitando o passeio. Algumas vezes íamos ao Planetário ou a alguma exposição que sempre acontecia no parque.

O melhor de tudo, porém, sempre acontecia após o término do passeio. Todos nos dirigíamos ao grande lago do parque para passear de barco. Sim, é isso mesmo, de barco. Naquele tempo havia muitos barcos no lago do parque. Havia um, inclusive, que era grande e levava muitas pessoas para um passeio em torno do lago.

Nós crianças colocávamos nossas mãos na água e íamos refrescando-as sem medo de doenças ou de contaminações. O passeio não era muito longo, pois havia sempre muitas pessoas querendo usufruir daquela diversão. Casais de namorados preferiam os barcos a remo e, quando chegavam ao meio do lago, os remos eram colocados no fundo do barco e os enamorados aproveitavam-se do silêncio para admirar a paisagem noturna do céu.

Depois do passeio, ao lado do pequeno cais havia uma pizzaria que, pelo meu gosto, fazia a melhor pizza que já comi até os dias de hoje. Local envidraçado, mesas com toalhas brancas e a pizza… quanta saudade!

Depois da pizza, vinha o sorvete, normalmente um sundae ou uma banana split já que nossa gulodice não tinha fim.

O lago ainda está lá, no mesmo lugar, mas já não existem barcos, e o restaurante desapareceu há muitos anos, embora tudo ainda esteja dentro de minha memória e do meu coração, pois é difícil a gente se esquecer de alguma coisa desta São Paulo que foi e é tão maravilhosa.

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