Largo do Cuspi e Rua do Comércio

Muitos anos palmilhei aquelas ruas e praças da antiga zona bancária do centro velho da capital, tais como, rua Boa Vista, 15 de Novembro, rua Alvares Penteado, Quitanda, João Bricola, Praça Antonio Prado, mas era na rua do Comércio, aquela curta e estreita travessa que liga a rua São Bento com a 15 de Novembro, que eu tomava um folego e uma pausa para um cafézinho no Café Tic-Tac, limpo asseado, café de coador e passado na hora, para ter um lugar no balcão tinha sempre que esperar uma vaga, era um cafézinho delicioso, você via a água ser despejada e passar pelo coador, e as vezes direto do coador para a sua xicara. Mas o asseio que você via nesse Café, o oposto você via no Largo do Cuspi, aquele largo que se formava com a junção da São Bento, Alvares Penteado e a Rua do Comércio, pois, era hábito de pessoas que mascavam fumo, cuspirem no chão, enquanto ali paradas conversavam por horas interminaveis, mas não era só as cusparadas, a gordura que escorria do churrasco grego servido na calçada contribuia para o aspecto nada higiênico que fez época naquele espaço do centro velho.