Na maioria das vezes quando se fala em Rádio Tupi, ou Difusora, faz-se imediatamente uma associação com o bairro do Sumaré, porém a Rádio Tupi também esteve instalada em outros locais.
Não tenho certeza de que ela esteve alguma vez na 7 de Abril, porque existe até hoje um prédio nessa rua com uma placa dos Diários Associados, mas pelo menos na Avenida São João (entre a Duque de Caxias e a Praça Julio de Mesquita) tenho a certeza que sim.
No ano de 1960 eu trabalhava na Rego Freitas, 300, e tirava diariamente minhas duas horas de almoço no auditório dessa Rádio Tupi. Ficava no primeiro andar, em cima da Loja Jodora, que vendia Lambretas.
Era o Programa Julio Rosenberg, que dentre outras atrações mantinha uma parada de sucessos.
O Sr. Julio Rosenberg, a quem considero um dos grandes injustiçados do rádio, tinha em seu elenco artistas exclusivos, que nunca fizeram muito sucesso, mas em compensação foi descobridor de grandes talentos, como Vanderlei Cardoso e Wilson Miranda. Na época o sucesso do Vanderlei era "O bom rapaz", e do Wilson Miranda era "Alguém é bobo de Alguém", se não me engano.
Nessa época, Nelson Gonçalves chegava a ter mais de uma música colocada entre as dez melhores colocadas, que eram tocadas originalmente em discos, porém as músicas cantadas por artistas como Alcides Girard, Titulares do Ritmo, Wilma Bentivenha, Vanderlei Cardoso, Wilson Miranda, Roberto Luna, e muitos outros, eram cantadas ao vivo, com acompanhamento da orquestra do Maestro Zezinho. Até Gregório Barrios vi cantar ao vivo nesse programa.
Minha frequência era tão grande que cheguei a ficar conhecido nos bastidores da rádio. Assisti várias vezes Wilson Miranda ensaiando com o Regional do Esmeraldino.
Aos sábados ia ao ar o programa Calouros Colgate Palmolive, apresentado por Cláudio de Luna, em que cheguei a cantar algumas vezes. Era uma cópia da tradicional Peneira Rodine.
Muitos anos depois, em 1978, encontrei Cláudio de Luna, já bem gordo, trabalhando como advogado. Tinha um escritório no centro velho de Sampa. Na 24 de Maio ou Barão de Itapetininga, não sei ao certo.
Bons tempos. Muitas saudades.
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