São Paulo foi berço de grandes escritores e prosadores que jamais serão esquecidos por seus contos.
Um destes grandes autores foi Cornélio Pires, o realizador do primeiro encontro folclórico da música sertaneja, em São Paulo, no ano de 1910.
Em seus contos alegóricos ele costumava demonstrar a negligência ao invés do orgulho que deveriam ter os cidadãos quando se tratava da nossa ortografia.
Um exemplo do que agora foi dito é este conto:
“Em nossa cidade, em época longínqua, devido à rotina de erros ortográficos nas placas de identidades dos estabelecimentos comerciais, o governador da província resolveu premiar o proprietário daquele que estivesse sem um erro sequer. Após as devidas fiscalizações locais, o escolhido foi o proprietário da Alfaiataria Águia de Ouro.
Em data pré-estabelecida e convidadas as personalidades, o sr. alfaiate subiu ao palanque para receber o polpudo prêmio. Ao ser entrevistado pelo apresentador e representante do governador, ele o indagou de como havia escolhido o nome tão sugestivo à sua alfaiataria "Águia de Ouro". Qual não foi a sua resposta: a minha alfaiataria não se chama águia de ouro mais sim aguia (agulha) de ouro.”
Assim é, vocabulário mais rico do que o nosso não há, precisamos é usá-lo adequadamente, não é?
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