Experiência de uma Palmeirense no Pacaembu

Ganhei o ingresso. Gente, estava feliz; feliz por, pela primeira vez, pisar em um estádio da grandeza do Pacaembu, para assistir a um jogo.

Que proeza, após cinquenta anos de idade, lá vai a Sueli conhecer os encantos de uma partida que não seja pela televisão.

Nossa, meu coraçãozinho batia em ritmo de uma escola de samba; meus olhos extasiados pelo colorido da torcida e das olas. E o estádio, então, pareceu-me estar em uma arena da idade média, pois a partida era Corinthians X São Caetano, e eu no meio dos leões.

Que agonia, sofri o primeiro tempo inteiro, pois não podia torcer, era corinthiano por todo o lado. Meu Deus, a voz do estádio, me deixou sem ar.

Até que enfim, chegou o intervalo. Eu e meu grande amigo Nelson (pois é, grande mesmo, pois só ele para me levar para assistir jogo do arqui-rival, né), resolvemos tomar uma água.

Após esfriarmos nossos ânimos, resolvemos ir embora, pois eu já não aguentava mais o grito preso em minha garganta: Vai São Caetano, Vai… E não é que ouviu assim mesmo?

E ele foi, foi e perdeu…

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