Minha trajetória de cronista

Hoje, este escrevedor, em algumas oportunidades, até se considera um cronista. Essa arrogante certeza é culpa de todos os que, durante esses quase três anos, leram meus textos e comentaram, sempre, com palavras elogiosas (aqui pra nós, mentirinhas inocentes), que fomentaram minha vaidade e me deixaram um pouco mais redondo.

Mas não é pela minha forma física que me dispus a escrever esta crônica (estão vendo?). A idéia central foi a de reviver minha trajetória neste site.

Então vamos ao que interessa. Em agosto de 2007, uma grande e querida amiga, também grande mentirosa, que se acostumou a massagear meu ego, lendo e elogiando meus rabiscos num site que já não existe chamado “Super Diário” e, depois, nos blogs que fui criando para extravasar a minha vontade de escrever. Seu nome? Bem, seu nome é… Dúvida cruel. Será que digo o pseudônimo com que ela ficou conhecida antes de merecidas férias ou revelo o nome com que atualmente ela assina seus textos?

Resolvo, então, por uma terceira opção: vou revelar seu nome com uma combinação dos dois nomes anteriores. Essa amiga tão querida é a Doris Rabello, sem o Day e sem o Berenice.

Pois bem, ela me mandou uma mensagem convidando-me a visitar o saopaulominhacidade.com.br e, depois de me inteirar da proposta, escrever alguns textos.

Sempre obediente, eu atendi ao convite. Fui, li vários textos dela e de outros autores e, amante desta São Paulo de todos os encantos, onde vivi, sofri, amei, me casei, separei e sobrevivi, resolvi escrever memórias da minha existência. Escrevi e enviei o primeiro texto.

Em 18 de setembro de 2007, emocionado, orgulhoso e mais, envaidecido, comprovei a publicação do teste de estréia, que contava a todos a minha estréia na noite paulistana. Foi a primeira vez que o site me ensejava explodir de orgulho. Não explodi, o que explodiu foi minha cabeça lembrando fatos, detalhes e causos do meu torrão de treze listas e eu continuei a escrever. E o site a publicar.

Os comentários continuavam airosos e se transformavam, cada vez mais, no combustível que alimentava minha trajetória como cronista.
Neste ínterim, um outro cronista mais antigo no site propôs uma confraternização de autores. Festeiro, eu concordei de imediato, ainda mais sabendo que iria conhecer pessoas de quem eu já era fã de carteirinha.

O local para esta confraternização foi escolhido: seria uma sofisticada pizzaria no Shopping Frei Caneca. Na data aprazada, fomos eu e meu irmão de coração, o Jose Carlos Munhoz Navarro, que, naquela altura, também já era escritor do site.

A festa foi um sucesso. Quatro participantes: eu, o Zé, o Mário Lopomo e o Luiz Saidenberg. Comemos, bebemos, desculpamos os ausentes e decidimos repetir o evento.

Escrevemos para o site relatando a ocorrência, pedimos apoio e uma moça de nome Clara (chefe da equipe de uma só pessoa, ela mesmo) prometeu nos ajudar no que fosse possível.

Um ano se passou e a data escolhida para o encontro chegou. O local foi a mesma pizzaria e, coincidentemente, os participantes foram os mesmos quatro autores, agora com a presença do Alex (fotógrafo da SPTuris, enviado para registrar a festa). Que fazer? Comemos, bebemos e papeamos.

Ficamos sabendo que o site pretendia promover a publicação de um livro quando viesse a atingir mil textos editados, número que, naquela altura dos acontecimentos, já estava quase sendo atingido (média de novecentos).

Fomos embora animados. Os mil textos chegaram, e a notícia do livro não vinha. Como velhos ranzinzas que somos às vezes, botamos a boca no mundo. Principalmente o Lopomo. Mesmo assim, nenhuma reação foi notada. A equipe, agora com dois componentes, a chefe Clara e a Tatiana, nada dizia.

Um dia, já quase completamente desiludidos, tivemos a confirmação de que o livro já estava pronto e que seria lançado no dia do aniversário da cidade, no ano da Graça de 2009. Fomos convidados para gravar depoimentos. Gravamos, e o livro, nada! Uma hora era um problema na capa, outra hora era a falta de uma data significativa.

Enfim aconteceu o lançamento. Não vou comentar a festa neste texto, pois tudo que precisava ser dito sobre o assunto já foi amplamente escrito. Nesse evento, os autores tiverem poucas, mas significativas oportunidades para se conhecerem.

Começou então o estreitamento de amizades. No dia 21 de maio aconteceu a Rodada de Redondas com Autores (redondos ou não), que, se comparada às duas reuniões anteriores, foi um estrondoso sucesso. Tivemos a marcante presença de vários autores e seus acompanhantes.
A data, por ser véspera de feriadão, provocou congestionamentos de trânsito que, por sua vez, atrapalhou a presença de outros tantos autores.

Hoje, com certeza absoluta, sei que outros encontros serão realizados, e que eles irão registrar novos sucessos de presença e participação.

Pronto. Assim registrei minha trajetória até aqui, como cronista da São Paulo de todos os brasileiros. Espero, no futuro, consolidada a mentira dos meus ledores, voltar ao assunto, para relatar mais uma etapa dessa carreira. Enquanto isso não acontece, voltarei a registrar lances extraídos da minha memória.

Ah! Obrigado a Clara e Tatiana, por continuarem a me dar oportunidades de escrever, e a vocês, amigos e autores, obrigado por lerem e comentarem meus rabiscos. Obrigado também por permitirem que me emocione quando da leitura dos seus textos.

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