No ano do Quarto Centenário, eu era ainda um jovem entusiasmado com a minha cidade. São Paulo era chamada de "Locomotiva do Brasil". "São Paulo não pode parar". E outros tantos slogans para ressaltar a grandeza de minha cidade natal.
No crepúsculo de uma tarde de outono, quando o Sol se punha no horizonte, por trás de chaminés fumegantes da Avenida Santa Marina, recortados sobre o morro do Pico do Jaraguá, descia eu pela Rua Sabaúna, em direção à Rua Guaicurus, a caminho do curso noturno, quando me veio a inspiração e compus um hino ao estilo do "quarto centenário", de Mário Zan.
ORAÇÃO A SÃO PAULO
São Paulo,
Berço de gigantes,
Eu que te vi nascer,
Posso dizer: )
Foram os Bandeirantes ) BIS
Que fizeram outrora )
O Brasil crescer )
São Paulo do café,
Indústria e algodão,
São Paulo és do Brasil
Inteiro, o coração.
Do Grito do Ipiranga
O éco posso ouvir.
Teu passado foi grande )
E maior será ) BIS
Todo teu porvir. )
Aqui, destas alturas
Olhando-se aos meus pés
Eu vejo-te ó São Paulo
Enorme como és,
Quem sou o forasteiro
Por certo perguntará
Dirás ao mundo inteiro
É o Pico do Jaraguá.
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