Belém, minha terra natal

Nasci no bairro e passei minha infância e juventude lá. Morando na Rua Irmã Carolina, entre as ruas Redenção e Marques de Abrantes.
Tempo do bonde 24, que tinha seu ponto final na Avenida Álvaro Ramos e do ônibus alto do Belém que fazia ponto na Rua Herval, esquina com a Rua Marques de Abrantes, em frente à padaria nacional de propriedade do senhor Bertolucci. E da quitanda da senhora Lili.
Pois é, meu pai tinha empório na Rua Redenção esquina com a Rua Toledo Barbosa, meus pais eram o senhor Francisco e a dona Lucinda.
Estudei no Grupo Escolar Amadeu Amaral.
Ô época maravilhosa. Minha turma de rua, composta pelos colegas mais chegados, o Flavio Ferrari, seus irmãos Milton, o Rona, e a Jane e o Mairzo.
Sinto um carinho muito grande pelo pedaço, pois minha vida lá se iniciou.
Com 11 anos de idade, conheci minha namorada, que viria se tornar minha esposa mais tarde. Casei-me com a Sandra e tivemos três filhos (Andréia, hoje com 37 anos, Silvio, hoje com 36 anos e o Victor Jr., hoje com 28 anos).
Saí do bairro em 1982, quando me mudei para a cidade de Rio Claro (SP) e onde até hoje lá estou.
Perdi minha esposa em 2006, de uma forma inesperada, com uma morte repentina ocasionada por um infarto fulminante, me deixando após 36 anos de casado e mais 10 de namoro.
Por isso tudo que relatei e pelos bons momentos que passei no bairro junto a minha esposa, e que relembro com muito carinho de cada pedacinho do bairro. Das pessoas de minha época muitos já não estão mais entre nós e muitos se mudaram para outras localidades, como eu fiz.
Belém sempre estará em minha memória muito viva.

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