1973. Em algum dia deste ano, fim de aula, saio do colégio Ministro Costa Manso, na Rua João Cachoeira, e dirijo-me à atual Avenida Juscelino Kubitschek. Deparo-me com uma pequena ponte que está quase sendo lambida por um caudaloso córrego, havia acabado de chover forte, pelo menos a rua (e a ponte) eram asfaltadas, algumas outras ao redor eram de terra batida, em pleno miolo do Itaim Bibi… Quanto vale hoje ali o metro quadrado? O córrego… Está embaixo da dita avenida!
1972. Sesquicentenário da Independência do Brasil… 150 anos. Como parte das comemorações, é anunciado que uma cápsula do tempo havia sido preparada contendo, entre outros, jornal da época e cédulas de dinheiro, e enterrada nas cercanias do monumento às bandeiras no parque Ibirapuera, para ser aberta cinqüenta anos depois…
1974. Inauguração do metrô. Quanta ansiedade, a cidade havia se tornado um canteiro de obras, em diversas áreas como em torno das estações Paraíso, Praça da Árvore, Sé, o comércio e o trânsito ficaram altamente prejudicados por alguns anos. Como seria este novo meio de transporte, um trem embaixo da terra, que coisa estranha. Finalmente a inauguração, por um bom tempo com catracas liberadas, para a população ir se acostumando, quando nesta época nele andei a primeira vez nem conseguia acreditar de tão maravilhado que fiquei.
Estas memórias sempre me vêm à mente…
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