Estou morando em Santos há 40 anos, desde 1968. Tenho uma saudade imensa da Parada XV.
Eu, garoto ainda, ia com o senhor Carlos, o Jonas e o Luiz, meu primo, caçar rolinha nas chácaras de pêssego dos japoneses com espingarda de cartucho. Os japoneses deixavam porque as rolinhas bicavam os pêssegos todos. Na saída, eles ficavam agradecidos, mas não sabiam que do outro lado da cerca nos fundos estávamos com as sacolas cheias de pêssego.
Sinto muitas saudades também dos meus amigos de futebol, principalmente os do Vila Brasil F.C., fundado pelo meu pai para que eu pudesse desenvolver meu futebol, tanto é que com 15 anos de idade já estava jogando nos infantis do Corinthians, Passando pro juvenil, joguei com Rivelino, Sergio e Altimir de Itaquera, até fazendo uma partida amistosa pelo time titular em Londrina.
Joguei no Vila Brasil, no Sete de Setembro, no Vila Progresso, no XV de Novembro, no Santa Cruz de Guaianases, time do Isidoro Matheus e do Leonel Marconi, diretores do Corinthians Paulista, no Elite, no Montepino e no Zazrzurbanco – por onde fui campeão bancário em 1963, 1964 e 1965. Vou para de citar nomes porque vou cometer injustiças. Até hoje me comunico com alguns filhos de amigos via orkut.
Pegar o trem da Central do Brasil pendurado do lado de fora não era brincadeira aos poucos íamos entrando empurrando o pessoal.
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