O Beijo Eterno
Ou, O Idílio Proibido, como queiram alguns. É uma das obras de arte do escultor Willian Zadig, exposta em local público, que mais gerou polêmica e preconceitos e, inclusive, mudanças de local.
Hoje, a obra está exposta no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito.
Em 1920, por iniciativa dos alunos daquela Faculdade, foi encomendada ao escultor, para homenagear Olavo Bilac, a obra de arte, que só foi entregue em 1922 e instalada, inicialmente, à Rua Minas Gerais.
A obra recebeu inúmeras críticas dos modernistas, por se tratar de uma grande mistura de personagens encontrados na poesia de Olavo Bilac.
Em 1936, foi desmontada e transferida para o depósito da Prefeitura de São Paulo.
A escultura é representada por um francês sem vestimentas, abraçando uma índia brasileira. O casal está se beijando apaixonadamente.
Já, em 1956, o prefeito Jânio Quadros mandou que se instalasse a obra no Largo do Cambuci. A escultura durou apenas 24 horas no local, pois os moradores do bairro, diante de tamanha obscenidade, solicitaram que se retirasse aquela imoralidade do Largo.
O Beijo Eterno voltou ao depósito, onde ficou guardado por 10 anos. Em 1966, a Prefeitura de São Paulo voltou a instalar a obra em via pública, porém, na entrada do túnel Nove de Julho. Ali pouco permaneceu. Os moradores da tão nobre área escandalizaram-se com aquilo que chamavam de Pouca Vergonha. Antes que a sina do depósito fosse novamente cumprida, os estudantes do Largo São Francisco resolveram seqüestrar a obra e levá-la ao jardim em frente à Faculdade de Direito, sendo reinaugurada pelo então prefeito Faria Lima.
Enfim, O Beijo Eterno, escultura tão polêmica, está em seu devido lugar. Lugar este onde a obra deveria ter sido instalada inicialmente e de onde nunca deve ser tirada.
O Fauno
São Paulo, 1940, o prefeito Prestes Maia adquiriu a escultura O Fauno, do escultor Victor Brecheret.
Inicialmente instalada em um terreno doado pela C�ria Metropolitana, a obra começou a ser objeto de adoração. Era comum encontrar junto ao monumento velas e pedidos. A Igreja Católica entendeu se tratar de um culto ao demônio e recorreu à Prefeitura, solicitando a mudança da escultura para outro local, argumentando que, quando da doação daquele terreno ao poder público, não desejava ter qualquer conotação com as práticas que ali aconteciam. A Prefeitura de São Paulo concordou e deslocou O Fauno para o interior do Parque Trianon, onde permanece até hoje.
A Cúria mandou instalar no mesmo lugar um Cruzeiro em granito, em homenagem a Dom José Gaspar da Fonseca e Silva, Arcebispo de São Paulo.
Nunca mais foram encontradas velas ou pedidos, no local, ao pé d’O Cruzeiro.
Provavelmente, praga do Fauno.
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