Chamava-se Celestino Correia Pina e lecionava Latim no Colégio Paulistano, em 1944.
Tinha suas marcas. Errar a acentuação em palavras latinas era "crime" que ele chamava de "silabadas". Cometer uma silabada significava um ponto a menos na nota, e três silabadas significavam zero na nota final.
Foi com ele que eu aprendi sobre as Catilinárias de Cícero e até hoje, sessenta anos depois, me lembro do: "Quo usque tandem abutere Catilina patientia nostra?".
Na nossa formatura do curso ginasial (1944), ele nos fez cantar o Hino Nacional em Latim. Por anos procurei o texto e agora o encontrei na Internet. É uma tradução homométrica.