Brigitte Bardot foi um dos maiores símbolos sexuais do cinema nos anos dourados (50) e rebeldes (60). Nosso primeiro encontro com ela foi no Cine Jussara (Rua Dom José de Barros), no ano de 1953, no filme "Manina, a moça sem véu". Pela primeira vez eu vi aquele rostinho ingênuo, malicioso, infantil, pecaminoso, corpo envolvido num biquíni sensual, com a boca carnuda fazendo biquinho e sussurrando "Mon chéri…". Apaixonei-me de imediato por ela, juntamente com outros milhares de adolescentes de todo o mundo. Em 1957, novamente no Jussara, vejo "Desfolhando a Margarida", comédia romântica maliciosa, com ela ainda mais bela e arrebatadora. Jurei-lhe amor perpétuo nessa noite. Mas ela voltaria a me surpreender, ainda no mesmo ano, com seu primeiro grande filme: "E Deus criou a mulher", mais maravilhosa ainda nos seus 22 aninhos, beleza pura, sorriso malicioso, provocante, maroto, mas sem perder o ar ingênuo de menina, pela primeira vez ela se mostrou inteiramente nua perante meus olhos, só para mim.
Inúmeros filmes eu vi: “O príncipe e a parisiense", "Babette vai à guerra", "Quer dançar comigo", e em 1961, "A Verdade" (La Verité), uma garota deslumbrante seduzindo um velho advogado (creio que era o Jean Gabin, um "monstro" do cinema francês). Não assisti a todos os filmes de BB, alguns não foram exibidos no Brasil. La Bardot fez 46 filmes, mas "E Deus criou a mulher…" foi o mais famoso, virou clássico, influenciou uma época. Ah, minha Brigitte de meus amores, quanto bem você trouxe a meu corpo e minha alma. Agora você tem 74 anos e defende a causa dos animais. Você jamais passaria despercebida por esse mundo, minha Deusa!
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