A paineira da marginal do rio Tietê – Rua Werner Siemens

O mundo se transforma continuamente e nós nos vemos em meio a esse processo de transformação.
Há algum tempo escrevi um texto sobre a brava trajetória de uma pequena árvore que nasceu na Marginal do Rio Tietê, pouco antes da Rua Werner Siemens, no sentido Lapa/Penha.
Em meu texto, tentei transcrever sua luta para sobreviver a toda espécie de adversidade.
Ela triunfou ao longo dos últimos 30 anos aproximadamente nos quais sempre busquei observá-la.
A Paineira está localizada num terreno de esquina, quase embaixo de um viaduto. No mesmo local havia uma grande empresa a qual ocupava praticamente todo o quarteirão e que no decorrer dos últimos anos pareceu estar se deteriorando. Conseqüentemente o quarteirão todo se deteriorou também.
A calçada danificada foi invadida por mato e sujeira, o muro era de alambrado que enferrujou e se rompeu em vários pontos. O abandono começou a ficar bem nítido no transcorrer do tempo.
Em 2007 surgiram pedreiros, cimento, tijolos, tinta e tudo começou a se transformar. Os antigos prédios da empresa foram modernizados e pintados, um novo nome surgiu em destaque. O alambrado foi substituído por vidro blindado, a calçada reformada e aos poucos, está surgindo um elegante canteiro ao lado de todo o muro de vidro. Tudo ficou mais “clean” e iluminado.
Preocupei-me com a paineira, pois ela estava muito próxima de toda aquela transformação.
Parecia que ela, como sempre, observava tudo acontecendo ao seu redor.
Após algumas semanas, passei por lá e vi que tiraram todo o mato e entulho que havia no pequeno terreno íngreme no qual ela estava no centro. Limparam de tal maneira que a paineira está em destaque. Plantaram grama e plantas ornamentais, porém, a mantiveram em destaque e agora posso perceber o quanto ela é bonita.
Aparentemente alguém a observou e está cuidando dela adequadamente.
A paineira está mais majestosa e imponente que nunca!
Observei que mesmo não sendo época da florada das paineiras, há semanas ela está repleta de flores em sua copa.
Ela não é mesmo especial? Tão especial que tento homenageá-la novamente com este texto.

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