Mercadão

O Mercadão, ou Mercado da Cantareira, foi na minha infância a menina dos olhos, como foi também creio de muitas pessoas nesta cidade de São Paulo, minha cidade. Em muitas oportunidades acompanhava meu nonno e também meu pai nas idas às compras que eles realizavam para culinária e gastronomia, com produtos estrangeiros, em diversas bancas, bem como os pescados, aqueles camarões gigantes, os leitões, os cabritos, frangos, as bistecas, os filés, enfim, as verduras fresquinhas que eram comercializadas no mercado das verduras, em frente ao Mercadão, onde os produtores eram os próprios que comercializavam, que depois eram transportados por carregadores em seus carrinhos, de 2 pneus e altura de quase 2 metros. As caixas de tomates, para o molho tradicional para as massas, e o tomate para o molho e tempero para pizzas, pratos estes que eram preparados pela nonna Maria, a minha mãe Lucia, pelo papai Carmine Chiappetta, na querida e saudosa Cantina e Pizzaria Adega do Braz. Mas os produtos expostos nas bancas, e oferecidos para degustação, as azeitonas gregas, chilenas, os camarões secos, os queijos, as frutas secas, enfim, toda aquela maravilha, que até hoje é ponto turístico importante nesta cidade de São Paulo, 454 anos, mas não posso deixar de citar os sanduíches de mortadela, pastéis de bacalhau e toda gastronomia que impera naquele local que recebe milhões de turistas durante o ano, Empório Chiappetta, dos primos Eduardo, Leonardo, Alfredo, da tia Natalina, dos filhos e netos e bisnetos do tio Carlo e Carmine, das bancas dos Zuppo, dos Bianco, dos Capano, dos Saporito, dos Barones, enfim, todos fizeram a história e fatos para a grandeza desta cidade que é São Paulo minha cidade, nesta oportunidade de divulgar nossas lembranças, de um dos lugares que marcou a infância, idos de 50, Mercadão, templo da gastronomia, culinária e turismo.

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