Ipiranga I

Tenho 64 anos e vivi os primeiros 25 no Ipiranga (na Agostinho Gomes quase esquina com a 2 de Julho).
Por lá havia apenas casas simples e conjuntos operários geminados. Pela 2 de julho descia um córrego do Alto do Ipiranga até os baixios da 1822. Ruas sem asfalto e sem luz.
Nesta esquina havia um grande terreno baldio, onde costumavam se instalar circos, parques e pavilhões (o do Pitanga era um deles!). Com o tempo chegaram as melhorias e as novas construções e com elas o Armazém do Seu Santos. Vendia-se de tudo um pouco.
Abaixo, na mesma rua, esquina com Lino Coutinho, tínhamos o Armazém do Seu Albertino, onde aos sábados comprávamos “spaguetti” Petybom (finos e longos, em embalagem de papel azul anil), parmesão, vinho tinto Castelo e soda limonada Antarctica para as crianças (ou seja, eu!).
Descendo, na esquina com a Silva Bueno, havia um ponto de Táxi, com carrões americanos e motoristas quase familiares, Seu Adelmo era um deles! Nesta esquina tínhamos ainda padaria e a Casa Lealdade (bazar, armarinhos, etc.). A alguns metros o Salão Fiori (cabelo&barba), onde fui cliente de muitos anos. Quase ao lado um grande depósito da Antarctica, e em frente o Foto Landa!
Por aqui vamos chegando de recordar, talvez mais para a frente!

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