Desculpem, no Bixiga… Mas é quase igual, né?
A Turma da Carneiro adorava ir ao bairro. Ir ao Cine-Teatro Espéria (R. Cons. Ramalho, atual Teatro Sérgio Cardoso), assistir às matinês, quando havia sessão dupla (imaginem, 2 filmes) e mais um seriado. Um filme que nos ficou na memória foi GUNGA DIN com Cary Grant, Victor McLaglen, Douglas Fairbanks Jr, Joan Fontaine e Sam Jaffe no papel – título. O filme, do diretor George Stevens, contava a aventura de 3 soldados ingleses e sua amizade com um nativo de nome Gunga Din; a história se passava na Índia, em fins do séc. XIX, então dominada pelos ingleses. Baseada num poema de Rudyard Kypling, tinha humor, romance e, claro, guerra. A última cena, com Gunga Din tocando a corneta, no alto de um forte, atingido por uma bala, é antológica, inesquecível. Outro dia, li que Luiz Fernando Veríssimo afirmou ter assistido ao filme mais de 10 vezes e que o marcou muito em sua carreira. Não sei se é possível encontrar o filme em DVD, mas recomendo. Em tempo: dos seriados de que falei no início, o mais famoso foi "O Homem de Aço", alguém lembra?
Outro cinema que freqüentávamos era o Cine Rex (Rui Barbosa esq. com Cons. Carrão_- seria isso?), depois Teatro Zaccaro e, atualmente, desconheço o que seja. Do Cine Rex, restou-nos na memória o filme "A Noite Sonhamos", a vida de Frederic Chopin, com Cor-
nel Wilde vivendo, magistralmente, Chopin; Merle Oberon vivia George Sand (cognome da escritora Aurore Dupin), o grande amor do genial compositor e pianista. Um filme lindo, até hoje (recentemente exibido na Sessão de Gala, da Globo, continua ótimo).
Depois do cinema, esticávamos até a Padaria São Domingos, na rua de mesmo nome (ou seria r. 14 de julho?), para comer o melhor pão italiano do Brasil, aquele pão redondo, fermentação natural, onde passávamos manteiga puríssima, que se derretia suavemente no pão ainda quente… Esta Padaria tem história: fundada em 1913 pela família Albanese, continua, pelo que sei, no mesmo local até hoje, uma porta pequena, um salão acanhado, mas com alimentos maravilhosos… Ah, a linguíça meia-cura,as fogazzas, sfogliatelle, beringela no azeite de oliva extra-virgem… Falta muito a falar do Bixiga, mas falta espaço para isso… Voltávamos, a pé, para nossa Travessa Carneiro, ali, pertinho, no Bairro da Liberdade.
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