Campos de Várzea que não voltam mais

Tenho 51 anos, sou morador do bairro de Campo Belo.
Sou de descendência portuguesa, meus pais tiveram 6 filhos, 4 homens e 2 mulheres.
Nasci no bairro de Indianópolis que depois passou a chamar Planalto Paulista, toda a minha infância foi vivida neste bairro, até casar-me em 1980.
Morava na Alameda dos Uapichana (hoje é uapixana) paralela à Av. Moreira de Guimarães, esquina com a Av. Miruna, a casa dos meus avós era encostada com a fábrica de cosméticos NIASI, antigamente ali era uma fábrica de navalha.
Quando criança tivemos o privilégio de ter no bairro vários campos de futebol (Várzea), tínhamos o Campo do Botafoguinho (Irai), o campo do Jorgete (Aratãs), o campo do Palmeirinha (onde hoje é o Bambú)ao lado do clube Sírio.
O campo do Flamengo, ao lado do xadrez do Aeroporto de Congonhas, onde hoje é a alça de acesso da Av. Bandeirantes para Moreira de Guimarães e Ruben Berta.
Quando criança ia sempre ver meu irmão mais velho jogar no time do Flamengo, posteriormente ele tornou-se profissional (64) e foi para Marília.
Os campos foram se acabando e a várzea também e os jogadores tornaram-se mais robôs e grossos, só sabem correr.
É lamentável que isto esteja ocorrendo no país do futebol.
Vejam o parque do povo no Itaim Paulista fechado com vários campos de várzea abandonados a própria sorte.
É o fim do futebol arte no país, pelos menos na cidade de São Paulo.

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