Hoje ouvi na TV que é o Dia da Árvore. Me lembrei de quando estive em São Paulo, recentemente, no congestionamento da marginal Tietê, a quantidade de árvores que foram plantadas. Algumas bem pequenas ainda e outras já formadas. Belo trabalho da prefeitura.
Uma coisa me chamou a atenção, visto que o trânsito estava parado, e me botou encucada. Quem souber – me avise.
O que significa aquele monte de garrafas de dois litros penduradas nas árvores? Alguma simpatia?
Ao longo da marginal quase todas as árvores tinham garrafas penduradas. Coisa de louco…
Outra reportagem me chamou a atenção já faz tempo, no bairro de Vila Madalena as árvores das praças e ruas são todas identificadas com plaquinhas onde constam seu nome científico e popular.
Já pensou que legal passear por entre essas árvores e saber o nome delas?
Tem algumas que já são bem conhecidas e nós podemos avistá-las ao longe. É o caso do Ipê Amarelo. Tão lindo, tão brasileiro.
Nessa época de pouquíssima chuva (ou nada) a importância das árvores é significativa. Elas filtram toda essa poluição das grandes cidades, além do frescor de suas sombras. Felizmente São Paulo pode contar com algumas áreas bem arborizadas.
Eu já plantei muitas árvores e continuarei a plantá-las.
Já tive um filho, agora só falta escrever um livro.
Um dia, quem sabe.
VELHAS ÁRVORES
Estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas…
O homem, a fera, e o insecto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
(Olavo Bilac)
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