Algum de vocês presenciou o passeio do artista Flávio de Carvalho, vestindo saias, na Rua Barão de Itapetininga?
Quais foram os principais cafés do centro de SP?
Alguém se lembra do Fasano, na Barão de Itapetininga?
Do cinema da Galeria Califórnia?
Ouviu um poema ou frase de amor da namorada e respondeu: "Excelsior…"?
Alguém alguma vez tomou lanche na Clipper (ou cortou o cabelo lá) e depois acompanhou ao vivo um programa da Radio Excelsior na mesma loja onde o radialista (já deve ter falecido, é claro), Hélio de Araujo, perguntava ao balconista da secção de discos: "qual é o compacto simples mais vendido na semana"?
Provou o sanduíche de lingüiça na Casa Califórnia na Rua São Bento?
Aproveitou os descontos da "Quinzena da Indústria" no Mappin?
Se apaixonou por alguém nos 60 ao som de "Who´s loving you" e no final sempre se lembrava do slogan do Mappin declamado pelo Antonio Del Fiol?
Folheou pelo menos uns 200 livros na Livraria Brasiliense?
Paquerou na Confeitaria Vienense (2ª geração do Fasano da Barão…)?
Almoçou no Pelicano, ou comeu a senhora feijoada do Gatão?
Comeu pizzas na Saturno ou no Papai?
Ainda se lembra do debate na TV entre a Deputada Estadual Conceição da Costa Neves e o Coronel Fontenelle e na semana seguinte com a mesma deputada o debate sobre o palavrão no Teatro, com Augusto Boal?
Da invasão do teatro Ruth Escobar durante uma apresentação da peça "Roda Viva" do Chico Buarque?
Do show de Roberto Carlos e a Jovem Guarda no cine Universo?
Das filas para se assistir aos filmes "Tubarão e Calígula"?
Andou de bonde 36 numa noite de garoa?
Meu Deus, quanta coisa linda! Só uma palavra define tudo isso: saudade!
Nem acredito que eu tenha sido um desses que vivenciou muitas das coisas acima…
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