Caderneta 27

Em 1932, um jovem dentista do Brás, então com 25 anos, já fazia carreira profissional.
Como todos os paulistas, Francisco Antonio de Miranda engajou-se na Revolução Constitucionalista e conserva até hoje a Caderneta de cirurgião odontológico de campanha, 75 anos depois do movimento que exigia do presidente Getúlio Vargas o respeito à Constituição. Partindo do Brás, rumo ao Rio de Janeiro, os constitucionalistas foram derrotados.
Deflagrado o movimento no dia 9 de julho, os paulistas – sob o comando do coronel Euclides de Figueiredo, pai do ex-presidente do Brasil General Figueiredo – rapidamente ocuparam a Capital e rumaram para o rio de Janeiro, com o objetivo de derrubar Getúlio Vargas. Não conseguiram, devido à retirada do prometido apoio dos estados de Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Os moradores do Brás participaram ativamente do movimento de 32, como testemunha Francisco Antonio Miranda: “O Brás era sede de um batalhão da Revolução, que funcionava no então 1º Grupo Escolar do Brás, hoje EEPSG Romão Puiggari. Na esquina da Rangel Pestana com a rua Piratininga havia o bar Torino, que era o ponto de encontro dos revolucionários”.

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