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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Lembrança do IV Centenário Autor(a): Regina Arouche Pereira - Conheça esse autor
História publicada em 25/01/2006
São Paulo vai fazer 452 anos. tinha apenas 5 anos quando sp comemorou o quarto centenário. lembro tão bem! minha avó nos levou ao Ibirapuera para ver o espetáculo dos fogos e o mais bonito, que até hoje lembro com saudade: a chuva de prata! que coisa mais linda que foi! eram triângulos prateados que caiam do céu. eles caíam brilhando, brilhando! durante muito tempo tive um guardado, era meu tesouro. mas, não sei como, o perdi. quando sp fez 450 anos pensei: quem sabe vamos ter alguma coisa parecida? doce ilusão! mas não faz mal, pelo menos eu tenho a minha doce recordação daquela chuva de prata.
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Publicado em 09/11/2012 a historia acima e semelhante a minha,pois lembro perfeitamente da chava de prata do iv cent.de SP, tinha 5 anos.Procuro adquirir um triangulo de alumínio daquela época,visto que como criança, os que eu tinha na época desapareceu com tempo. Enviado por ANTONIO FARIAS - fariasbr@ig.com.br
Publicado em 20/05/2012 Estive na festa do quarto centenário de São Paulo.
Gostaria de comprar aqueles triângulos, que foram jogados de avião, comemorativos da festa
Enviado por Cid - cidsazevedo@uol.com.br
Publicado em 14/01/2011 Tínhamos o mesmo "tesouro", aquele triângulo de "prata" srr Pois é, eu também estava lá, só que no Vale do Anhangabaú. Lembro-me que ficamos, papai, mamãe e eu, ao lado de um dos faróis do exército, que iluminavam os triângulos atirados dos aviões da FAB. Então, também tive um desses pratos com a logomarca do evento (como era difícil desenhar aquilo!!!) Eu tinha apenas 9 anos, mas como me lembro dessa nossa São Paulo, quanta saudades!!! Enviado por Paulo Roberto Álvares de Lima Bühler - paulobuhler@gmail.com
Publicado em 07/04/2009 Tenho para venda estes confetes da prata do IV Centenário, se lhe interessar me contacte via email. Enviado por Marcelo Forshaid - marceloforshaid@hotmail.com
Publicado em 27/02/2008 o meu não é um comentário, somente gostaria de saber se alguem me informaria quem foi o autor do "logo" do IV CENT SP. Enviado por gilberto de castro - gilcas@uol.com.br
Publicado em 27/10/2007 Vc. comentando, me lembrei do meu pai in memoria, ele comentava o mesmo que vc.
Hoje so me resta recordaçoes contadas pelo meu pai do IV centenariode Sao Paulo e uma lembrança feita de louça com o brasao de Sao Paulo e escrito o IV centenario.
Gostaria de saberse vc poderia me informar se vc conhece alguem que se interessaria em compra-lo.
Obrigadopela atenção.
Um abraço
Nilson Monti.
Enviado por Nilson Monti - nilsonmonti@yahoo.com.br
Publicado em 07/10/2007 É. Eu tinha 7 anos na época e me lembro das placas que a gente colocava na fachada da residência com a bandeira de treze listras como fundo. Era aniversário da cidade mas se homenageava todo o Estado. Bom, acabou-se, infelizmente. Há uns tres ou quatro anos atrás, o canal SP, na net (tem também na TVA) exibiu uma reportagem com filmes da época (1954). Mostrava as comemorações com o povo nas ruas empunhando as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo. No final, um dos convidados para a exibição, perguntou: "Onde e quando será que perdemos todo esse espírito"? Pena, nossa velha e querida São Paulo, acabou. Ahhh, ia esquecendo. Na época, eu morava na Rua Bela Cintra, entre a alameda Lorena e Rua Oscar Freire. Não é que quando acordei no dia seguinte, tinha um triangulo prateado no quintal. O nome da empresa do Pignatari era "Wolff". Abraços a todos os que adoram esta grande cidade, infelizmente, em coma. Enviado por Adolpho - adolphelli@yahoo.com.br
Publicado em 28/07/2007 CARA REGINA.
GOSTARIA QUE SE POSSIVEL VC.ME DOA-SE SOMENTE UMA LAMINA,EXPLICO:EU TINHA NA EPOCA DA "CHUVA" DE LAMINAS 8 ANOS E LEMBRO-ME PERFEITAMENTE DA"CHUVA",MINHAS MÃE TAMBEM CHEGOU A GUARDAR ESTAS LAMINAS, MAS COM O TEMPO PERDEMOS EM ALGUMA MUDANÇA.HOJE SENDO MAÇOM E E ASSIDUO, EM UMA LOJA COM ESTE NOME"IV CENTENÁRIO", TEMOS UMA FLÂMULA DA ÉPOCA E GOSTARIA DE COLOCAR JUNTO Á ESTA FLÂMULA UMA LAMINA DA MESMA ÉPOCA.SE POSSIVEL ENTRE EM CONTATO COMIGO.ABRAÇOS E MUITO OBRIGADO, POR TER LEMBRADO DE ALGO QUE NEM TODOS SE LEMBRAM
Enviado por RENATO - renato.rosa@globo.com
Publicado em 31/05/2007 Prezada Regina:
Procurando pela letra de "Chuva de Prata", gravação de Clara Nunes e João Nogueira, encontrei a sua refer~encia sobre a chuva de prata do IV Centenário de São Paulo. Eu não estive presente, mas um irmão meu, mais velho (já falecido, infelizmente), trouxe várias das lâminas de papel alumínio. E eu ainda as tenho (pelo menos duas), guardadas como uma (talvez) relíquia dos bons tempos de São Paulo.
Um abraço!
Sorocaba, 01 de Junho de 2007
Enviado por José Carlos Christofoletti - jocartti@uol.com.br
Publicado em 29/04/2007 Regina:


Seu sobrenome Arouche é provavelmente indicativo de parentesco com a pessoa homenageada com o nome do logradouro Largo do Arouche. Em 1954 eu tinha 7 anos mas me lembro muito bem de ter participado dos festejos do IV Centanário de São Paulo, como igualmente participei, em 1965, dos festejos do IV Centanário do Rio de Janeiro. Carioca de nascimento mas morando desde os 14 anos de idade (1961) em Petrópolis-RJ, na região serrana do Rio, cedo meu pai fugiu de um Rio que ele, com profética visão do futuro, já acreditava que iria tornar-se inabitável dentro de uns 40 anos. Não deu outra coisa e agora vivo tranqüilo em um burgo serrano fluminense, de clima ameno, cercado de árvores e das lembranças arquitetônicas e históricas do II reinado da monarquia brasileira. Mas suspiro pela São Paulo dos anos 50 e ainda 60, sem os engarrafamentos de hoje, sem a inseguraçna nas ruas, sem o domínio do narcotráfico, no tempo em que a São Paulo de Piratininga ainda guardava aquela doce e idílica imagem de cidade meio metrópole, meio província. Era o tempo dos bondes "camarão" que desciam a avenida São João ainda pista de rolagem. Hoje o calçadão humanizou o "centro velho", deu lugar ao pedestres mas tais modificações cobraram do visual da cidade o elevado preço da perda da mística da velha avenida, símbolo eterno da cidade. Hoje em dia, por força da mídia e do poder do capitalismo financeiro selvagem, o chamado "centro velho" cedeu lugar, como clichê visualda cidade, à avenida Paulista, não a dos casarões dos barões do café da década de 1920 mas a nova avenida com seus bancos e instituições financeiras. Poucos se recordam do charme da antiga avenida São João dos anos 50. Como pretendo editar um livro sobre a farta iconografia paulistana, não vou limitar-me à mera edição de fotos e gravuras: o texto e as legendas serão necessários. É preciso levantar bem alto a bandeira da retomada de um
meio urbano mais saudável, com alma e preservando sua memória neste país que sofre de amnésia coletiva. Dá tristeza reler o clássico "São Paulo de meus amores" , de Afonso Schmidt, em que o escritor fala de reminiscências da São Paulo antiga, com suas histórias sobre os circos, as ascensões de balões por aeronautas locais (os "loucos do ar"), sobre os personagens do Brás, da Móoca, do Largo de São Bento e da rua Direita. São tempos que hoje dão o que suspirar. Hoje o ar é irrespirável, as ruas estão as mãos do crime e assistimos, com repugnante passividade, ao declínio do Estado oficial em detrimento da ascensão do Estado bandido, com suas próprias "leis" e costumes. Os governos também vão se "abandidando" (se me permite o neologismo forjado), nivelando-se ao crime que os banca, que os sustenta, que financia-lhes a candidatura de deputados e senadores.
Isso Regina, vá mesmo sentindo saudades. A nós românticos só nos resta mesmo o sentir saudades,o suspirar por dias melhores e o resgatar, das névoas do nosso presente sombrio, o brilho dos melhores dias de outrora. Como saudosista somos tristes e melancólicos. "Curtimos" a melancolia, o chamado "mal do século" (XIX), que embalou a pena dos poetas do romantismo e motivou compositores como Chopin.
Só nos resta mesmo emigrar para o interior, aliás o sonho dourado de cariocas e paulistanos. Torno minhas as sábias palavras maternas: "O sonho dourado dos cariocas e paulistanos é emigrar para o interior. Da cidade grande só gostam mesmo os provincianos deslumbrados". Longe vao os tempos em que a cidade grande era a "civilização" e o interior a "barbárie" e o "atraso". Hoje a província está com tudo e a metrópole é que virou sinônimo de barbárie. Esta é uma verdade que está na cara de todos nós. Só não a vê quem não quer vê-la.

Cordialmente

Hamilton Carvalho
Petrópolis -R.J.
Enviado por hamilton cesar de castro carvalho - hamiltoncastro@bol.com.br
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