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Categoria - Outras histórias O bairro da Bela Vista e a casa de Dona Yayá Autor(a): Niderce Teresa Martins - Conheça esse autor
História publicada em 05/05/2015
São Paulo tem seus encantos e tesouros... Alguns a serem desvendados, outros já descobertos.
 
É o caso do bairro do "Bixiga", que oficialmente está nomeado por Bela Vista, e tem sua fundação em 1878.
 
Localizado na região central, desde a Rua Major Diogo até as Avenidas Nove de Julho e Brigadeiros Luís Antônio, o bairro foi formado na sua maioria por imigrantes italianos, recém-chegados ao Brasil.
 
Apresenta grande diversidade, com muitas cantinas, feiras e tudo o que envolva o seu lado tradicional.
 
Voltando no tempo, o bairro era formado por chácaras, com vastas plantações de jabuticabeiras, laranjeiras e outras árvores frutíferas.
 
O transporte era feito por carroças de boi.
 
Havia os leilões de escravos e feira de mercadorias.
 
O bairro era servido pelos riachos Itororó (Av. Vinte e Três de Maio), riacho Saracura (Av. Nove de Julho) e o Rio Anhangabaú.
 
Também eram comuns os quartos que hospedavam os viajantes que vinham de outras localidades.
 
Os casarões também faziam parte desse cenário. E ainda nos dias atuais, encontramos alguns poucos deles, como "A Casa de Dona Yayá".
 
Sebastiana de Melo Freire, conhecida como Yayá, nasceu em Mogi das Cruzes, em 1887 e faleceu em 1961 em São Paulo, e pertencia a uma família tradicional.
 
Seu pai, Manoel de Almeida Melo Freire, era empresário, fazendeiro e político.
 
A vida de Yayá foi marcada por inúmeras tragédias familiares.
 
Por volta dos 30 anos, ela foi diagnosticada pela medicina como "insana" e sem condições de viver em sociedade.
 
Assim, permaneceu por quase 40 anos, neste casarão, adaptado para o seu tratamento, apenas com seu enfermeiro, uma prima e os criados.
 
Faleceu aos 74 anos, com uma herança milionária, e sem deixar nenhum herdeiro, a fortuna passou a pertencer ao Estado.
 
Atualmente, todos estamos convidados a conhecer a "Casa de Dona Yayá", que é aberta ao público e se tornou o Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo, na Rua Major Diogo, 353.
E-mail: niderceteresa@bol.com.br
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Publicado em 05/05/2015

Muito interessante sua indicação, Niderce, não sabia dessa curiosidade do Bixiga, vou conhecer a casa de Dna Yayá. Seu texto foi objetivo, enxuto e gracioso. Muito obrigado pelos detalhes sobre a "pobre" dna. Yayá e sua desventura horrorosa que ela teve que passar e com tanto dinheiro. Parabéns, Teresa.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 05/05/2015

Linda e triste historia.

Parece que viajei no passado de S Paulo.

Parabens.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
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