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Categoria - Outras histórias Ensinamentos das Mães de antigamente Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 29/04/2015
Recebi um e-mail do Viola, velho companheiro dos tempos de menino lá da Zona Leste, no Bairro do Tatuapé. Só poderia ser dele mesmo, porque sempre foi uma pessoa alegre, contador de anedotas e brincadeiras. Todos nós tínhamos um pé atrás, não dava para acreditar em tudo que ele dizia. 
 
Acredito que algumas dessas frases todos nós tenhamos ouvido de nossas mães, que, apesar de nos terem deixados apreensivos, seguíamos ao pé da letra senãooooo... Era uma forma de educar, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas funcionou com a gente. 
 
Valorizar o sorriso: "Me responde de novo e eu te arrebento os dentes!”
 
Retidão: “Eu te ajeito nem que seja na pancada!”
 
Dar valor ao trabalho dos outros: “Se você e seu irmão querem se matar vão para fora. Acabei de limpar a casa!”
 
Lógica e hierarquia: “Porque eu digo que é assim! Ponto final! Quem é que manda aqui?”
 
Motivação: "Continua chorando que eu vou te dar uma razão verdadeira para chorar!"
 
Contradição: "Fecha a boca e come!"
 
Antecipação: “Espera só até seu pai chegar em casa!"
 
Paciência: “Calma... Quando chegarmos em casa você vai ver só..."
 
Enfrentar os desafios: “Olhe para mim! Me responda quando eu te fizer uma pergunta!"
 
Raciocínio lógico: “Se você cair dessa árvore vai quebrar o pescoço e eu vou te dar uma surra!"
 
Genética: "Você é igualzinho ao seu pai!"
 
Raízes: "Tá pensando que nasceu de família rica é?"
 
Sabedoria de idade: "Quando você tiver a minha idade, você vai entender."
 
Justiça: "Um dia você terá seus filhos, e eu espero que eles façam o mesmo que você faz pra mim! Aí você vai ver o que é bom!"
 
Religião: "Melhor rezar para essa mancha sair do tapete!"
 
Beijo de esquimó: "Se rabiscar de novo, eu esfrego seu nariz na parede!"
 
Determinação: "Vai ficar aí sentado até comer toda comida!"
 
Ventríloquo: "Não resmungue! Cala essa boca e me diga por que é que você fez isso?"
 
Ser objetivo: "Eu te ajeito numa pancada só!"
 
Escutar: “Se você não abaixar o volume, eu vou aí e quebro esse rádio!"
 
Ter gosto pelos estudos: "Se eu for aí e você não tiver terminado essa lição, você já sabe..."
 
Números: "Vou contar até dez. Se esse vaso não aparecer você leva uma surra!"
 
Obrigado mãe e abraços aos amigos do SPMC!
 
E-mail: joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
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Publicado em 05/05/2015

kkkk gostei muito

Assim eram as nossas maezinhas,em poucas palavras ja resolvia tudo.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 04/05/2015

Aureliano: Eram outros tempos. Havia o respeito pela família e essas ameaças dos nossos pais terminavam na primeira dor de cabeça que gente tinha ou no primeiro problema. O amor sempre falou mais alto e hoje nós só temos que agradecer a eles pela educação recebida.

Parabéns pelo texto.

Heitor

Enviado por Heitor Iório - hiorio@imjm.com.br
Publicado em 02/05/2015

Um tempo bem diferente. A minha me conta o seguinte: Eu era tão chorona que então ela dava uns tapas para eu chorar de verdade. Ela e tantas outras mães eram sobrecarregadas demais, com tantas responsabilidades perdiam a paciência muito rápido.

Nos tempos atuais as crianças sofrem agressões piores, na minha opinião.

Gostei de reler seu texto. Voltei no tempo.

Enviado por Marina Moreno Leite Gentile - dagazema@gmail.com
Publicado em 01/05/2015

Aureliano, era bem por aí a educação de antigamente, mas funcionava, eu agradeço meus pais pela educação que me deram, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 29/04/2015

Aureliano, sensacional, era assim mesmo, e para completar tinha aquela da rapidez, "vá num pé e volte noutro", parabéns, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 29/04/2015

Uma forma de educar, hoje condenada por educadores e psicólogos. Pois bem, hoje a modernidade não é "agressiva" como nossas mães. Hoje garotos enfrentam pais, professores, educadores, chegam agredir os próprios pais, ate matam!!! Professores(as) levam bordoadas dessas crianças modernamente educadas. Onde está a agressividade de outras épocas que não voltam mais, infelizmente? Quando nossas mães usavam aqueles termos, eram sempre com o cuidado de nunca chegar aos extremos por que o amor pelos filhos era maior.

Curiosa e nostálgica sua exposição, Aureliano. Parabéns.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 29/04/2015

caro José Aureliano, boas lembranças das mães de antigamente, lembro uma da minha, seria o "arrependimento", certa ocasião fiz uma daquelas e sai correndo, minha mãe atirou o chinelo e me pegou nas costas, em seguida ela veio com o litro de alcool pra esfregar o local e disse; "acertei perto do pulmão"...hahaha, essa era a dona Angelina...abraço., Beira

Enviado por José Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 29/04/2015

Eu já havia lido estes ensinamentos, mas me deliciei em ler novamente. era quase assim mesmo a educação de antigamente e ainda diziam que pé de galinha não mata pinto e nunca matou

Apesar desta rigidez na educação,tenho lembranças muito amorosas da minha mãe nos ensinando a costurar roupinhas para as bonecas de pano que ela fazia, montando cabaninhas com galhos de arvore e cobertas com folhas de bananeiras para a gente brincar.Lembro dela fazendo bolinhos de chuva e nós em volta rindo do formato de cada bolinho que ela dizia ser a nossa cara...ela estendia um pano num imenso terreno descampado na rua de casa e arrumava sempre umas frutinhas colhidas do pé ou alguma bugiganga para a gente fazer pic nic e assim fomos crescendo...Hoje estas mães de antigamente são tão criticadas pelo estatuto e psicólogos,mas nunca ouvi dizer que nenhuma delas jogou seu filho no lixo.

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 29/04/2015

Aureliano, não era fácil mesmo ouvir tudo isso. Eu achava que as mães deveriam ter mais sensibilidade. Mas, com a vida dura que levavam, querer sensibilidade era demais. Aprendemos com elas o respeito, o valor das coisas e nos fizemos pessoas fortes o suficiente para enfrentarmos o mundo. Mas eu preferi explicar mais as coisas ao meu filho que ser tão áspera assim. Só quando muito necessário. Parabéns pelo texto e obrigada pelo abraço. Felicidades, meu amigo.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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