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Categoria - Outras histórias Vida rejeitada e esperança em São Paulo Autor(a): Carlos Fatorelli - Conheça esse autor
História publicada em 11/02/2015

Por vezes a vida pára, parece uma eternidade seguir em frente, de repente aqueles entes que fizeram parte de nossas vidas intensamente, já não existem mais, passaram pela existência e nos deixam apenas lembranças. Pisaram por muito tempo lugares em São Paulo, que hoje são nossos passos contínuos, fazendo trajetos quaisquer que nos levam também como por “osmose” a cumprir algum rito de movimento nesta transformadora cidade, em um sistema de vida pulsante em um vai e vem constante.

 

Nossas vidas se cruzam em vários caminhos, em largas estradas ou vielas curtas onde haja algum compromisso a ser cumprido; mas num certo momento parece que viver não faz mais parte de um contexto quando alguém já cumpriu seu papel e contribuiu para que a cidade tivesse o costume de um grupo migratório que trabalhou muito para que São Paulo se tornasse o que representa no hodierno.

 

O tempo urge implacavelmente e a vida animada pelo respirar arrebata nossos afetuosos e queridos que um dia fizeram parte de um contexto histórico, permanecendo o infortúnio de não mais vê-los, restando simplesmente à saudade.

 

Aquele momento pulsante que foi a alegria familiar e que agregou pessoas em volta da mesa, com risos de felicidade por acreditar sempre que cada dia poderia ser melhor que o outro, foi o êxtase de manter-nos “vivos” na crença de sempre crescer com a cidade de São Paulo, nos educando por princípios de virtude e moral aprendidos a cada dia em ensinamentos constantes.

 

Essas pessoas que em determinada época escreveram com garra a história paulista, partem, como em uma páscoa, uma passagem, e restam delas o exemplo de não desistirem com o revés e que tudo seria possível quando houvesse a crença em algo Supremo. Jamais esmoreceram por serem rejeitados em certos momentos; levantaram a cabeça e lutaram com honradez e venceram na Capital do Estado de São Paulo.

 

Devemos, evidentemente, aceitar os desígnios da vida, e saber que somos finitos, nunca absolutos, mas a partida de um ente querido nos aniquila por completo, sem entendermos a razão de ser e o porquê de continuarmos a existir para cumprir alguma missão incompleta. Cada espaço pisado por aqueles que chamávamos pelo nome carinhoso nos remete a várias recordações, por vezes em lutas aguerridas de subsistência e em outros momentos de glórias vencidas nesta cidade assustadoramente gigantesca.

 

O dever “deve” ser cumprido para perpetuar os ensinamentos adquiridos, sempre acreditando que possamos melhorar a cada momento da vida, quando essa nos agracia com a força do sopro e desígnios divinos, mesmo quando perdemos parte de nós mesmos.

 

Neste momento abalado pela perda, suspirar é algo que nos resta de lamento e, por ora, despeço-me também deste espaço que foi capaz de proporcionar o deleite em várias crônicas que contribuíram para que meu conhecimento fosse ampliado ao longo do tempo. Escrever foi um prazer, mas ler intensamente outros autores foi sublimar e entender ainda mais o que nos rodeia no espaço. Um dia cruzaremos nossos caminhos em algum lugar de São Paulo, pela vida afora em nossa cidade.

 

E-mail: cafatorelli@gmail.com
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Publicado em 09/03/2015

Carlos, espero que sua ausência seja provisória. Seus conhecimentos históricos da cidade nos acrescenta. Eu particularmente acho que vc escreve muitíssimo bem, com amplo conhecimento de tudo que aborda.

Enviado por Marina Moreno Leite Gentile - dagazema@gmail.com
Publicado em 20/02/2015

Carlos, permita-me informar que o "marco zero" da foto está no centro da Praça da Sé se a memória não me falha, quanto aos nossos entes queridos que partiram resta-nos lembrarmos deles com saudades e, quem sabe, um dia tornaremos a nos encontrar no além pois somos mortais e, no meu entendimento a vida nos é emprestada, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 16/02/2015

Magnifica e emocionante demonstração de amor e saudades pelas perdas de entes queridos. De fato, Carlos, nestas ocasiões sentimos emoções de saudades e tristezas. Um texto enriquecido pelo cuidado com que o nosso colaborador a descreve, um verdadeiro poema em torno do assunto. Parabéns, Fatorelli e nada de despedida, continue escrevendo, precisamos de suas crônicas.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 13/02/2015

Carlos, por favor, não se despeça do site. O seu texto, como sempre, profundo e humano, deixa transparecer um sentimento bastante denso e complexo. Sentimental na sua profundeza. Seja como for e o que for, não se despeça. Recobre as energias e a alegria de viver e fique conosco. Um grande abraço e te espero por aqui.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 13/02/2015

Não entendi e nem compreendi.Sentir a partida de um ente querido,me preocupou em tentar entender se você esta passando por uma perda recente e se despede deste espaço para se reorganizar na sua dôr.

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
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