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Categoria - Outras histórias Iracema Autor(a): José Camargo Beira - Conheça esse autor
História publicada em 05/12/2014
Um domingo de abril de 1962.
 
O baile no Cruzeirinho do Tatuapé rolava solto ao som de Bienvenido Granda, eu num canto sem muito animo pra dançar, havia saído recentemente de um amor frustrado... 
 
Então ela dançando com o ciganinho, um pé de valsa da região, virou o rosto na minha direção e sorriu.
 
Devolvi o sorriso e na próxima música procurei-a pra dançar. Ela veio de pronto, e dançava à beça. Nunca a havia visto mas me disse que frequentava fazia tempo.
 
Acho que sou meio leso em perceber as pessoas ou é o destino mesmo.
 
Naquela noite ela não dançou com mais ninguém, só comigo.
 
Dançamos o resto do baile e a levei até a esquina da sua casa. Quis beijá-la, mas recusou... “É muito cedo ainda” disse. Afinal, estávamos no início dos anos 60. Era normal. Quem sabe, outro dia.
 
E o outro dia veio na semana seguinte...
 
Um mês depois, estávamos apaixonados.
 
E também pelos bailes, dançamos, dançamos muito... Três anos depois, estávamos casados.
 
Como na música do Adoniram, hoje a Iracema mora no céu.
 
E-mail: josebeira@hotmail.com
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Publicado em 12/12/2014

José, que alegria te reencontrar. Você estava sumido - e eu também. Gostei muito da história, mas, no final, não pude conter o meu desapontamento. Mas a vida é assim. Felicidades, meu querido colega. Onde estiver, que a sua Iracema esteja bem e muito feliz.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 10/12/2014

Beira, será que o bolero cantado pelo Bienvenido era "Perfume de Gardênia"? um dia você irá de novo fazer par com a Iracema e cantar um outro bolero do Granda que diz: "Esta noche quiero vivir todos my suenos, e a tu lado quiero sentir que soy tu dueno..." parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 10/12/2014

Um conto com expectativa alegre, vivencia feliz e, de maneira bem rústica e real, um final triste envolvido com música. Parabéns, Beira.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 09/12/2014

Walquiria; Beira....

O Beira conheci, ainda jovem, na Anakol da Caetano Pinto...tivemos pouco relacionamento;embora trabalhando a metros de distância.coisas de empresas.;a Walquiria, não conheço pessoalmente; mas, pelos contatos; troca de idéias; coincidências. diferenças......são pessoas que admiro e respeito.....

E ao ouvir "Iracema"; fico me perguntando.....onde foram parar as músicas, que tinham música (paradoxo?) e as letras, que diziam coisas ......

Peron

Enviado por Luiz C. Peron - luizcperon@bol.com.br
Publicado em 08/12/2014

Beira:

Ter, ou ter tido, uma Iracema é privilégio. Pequenas,ou grandes, coisas que a memória perpetua......mas o importante é .....curtir...; né?.....

Abraço;

Peron

Enviado por Luiz C. Peron - luizcperon@bol.com.br
Publicado em 08/12/2014

Obrigado a todos que comentaram.

boa lembrança Walkiria....mas a do "lembrando o cantando na chuva"...não era a Iracema.....era o amor frustrado...abraços, Beira

Enviado por José Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 08/12/2014

Muito triste e muito curta entre o primeiro encontro e a partida ...fiquei curiosa em saber por quanto tempo a presença dela esteve em sua vida...espero que tenha sido por muitos e muitos anos ou décadas e que as boas recordações preencham seus pensamentos..

Você já escreveu sobre ela em "Lembrando Cantando na chuva" 17/6/2014 também muito curta,mas dá para se imaginar a grandiosidade da sua Iracema...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 08/12/2014

JB É por esse motivo que você é apaixonado pelo Adoniram. " Iracema o meu grande amor foi você ". Abraços Beira ...

Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Publicado em 06/12/2014

Pena Beira. Mas é assim. A vida sempre acaba para mim, para você e infelizmente acabou para sua Iracema. Mas, vocês foram felizes. Isso a vida e nem a morte acaba.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 06/12/2014

Lindo JB, que bom que esse encontro se tornou numa bela história de amor. Parabéns pelo seu relato, como sempre muito bem feito.

abraços.

Enviado por Maria Eugênia Clini - mariaclini@hotmail.com
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