Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias Retornar aos velhos costumes Autor(a): Luzia Helena Junqueira - Conheça esse autor
História publicada em 26/11/2014
Na minha casa, em Arthur Alvim, cresci vendo a dificuldade que meus pais tinham para ter água. 
 
Do poço tão arcaico, com muita profundidade, servia a áqua sem nunca ter secado. Meu pai antes de ir para o trabalho, retirava muitos e muitos baldes a fim de deixar o tanque de lavar roupas pronto para facilitar o dia de minha mãe. 
 
Quando eu cresci, lá pelos meus 10 anos, como filha mais velha, tinha que ajudar nos trabalhos caseiros. Esse trabalho passou a ser feito por mim. Com o tempo o uso de poços foi extinto, meu pai enquanto viveu não deixou de usar aquela água.
 
Muitas vezes pensei não ser útil à ninguém e que ainda podia causar problemas. Mas vejo, nos dias de hoje, o quanto está fazendo falta e como ajudaria a resolver a falta de água. 
 
Já na minha infância, era comum os vizinhos pedirem para pegar um pouco daquela água, quando seus poços secavam no verão, principalmente.
 
Esta história vem para dar a certeza que nada é para sempre. Tudo pode mudar e os bons tempos são os que vivemos neste instante... 
 
E-mail: luziahelena030746@gmail.com
Localização da história
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 05/12/2014

Uma boa história que nos faz refletir sobre a água, ontem, hoje e amanhã.

Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - anamarisribeiro@ig.com.br
Publicado em 29/11/2014

Luzia e Wal, também tivemos um poço em nosso quintal, e como a Wal relatou tinhámos uma banheira que também recolhia água da chuva, lembro muito bem que minha mão lava a cozinha e tbanheiro com aquela água e nosso chão era de tijolo, a casa ficava com um cheirinho de tijolo molhado e bem fresquinha.

Parabéns pelo texto.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 27/11/2014

Luzia, o seu texto me fez lembrar o que a família do meu marido passava, na Vila Sônia. O meu sogro fazia como o seu pai: retirava logo cedo a água do poço, antes de ir para o trabalho. Tenho me lembrado disso com uma relativa frequência em função da tragédia pela qual São Paulo está passando. Pelo visto, nessas férias não irei a S.P. por esse motivo. Passo o ano todo pensando na viagem, mas, desse jeito, vai ser impossível. Parabéns pelas memórias. Um beijo, querida.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 27/11/2014

Eu também cresci sempre conhecendo apenas a água do poço...minha mãe nesta época já economizava,usando a água do tanque para jogar no banheiro e lavar a casa como dizia ela, pois nosso chão era cimentado

Quando chovia ainda tinha uma banheira velha de ferro esmaltada no quintal e duas tinas de madeira que pegavam a água que caia do telhado, elas já ficavam embaixo propositalmente para isso.Cresci com este senso de economia da água e passei para meus filhos que também passam para os meus netos.No escritório onde trabalho a conta caiu pela metade,no condomínio onde minha filha mora também,isto quer dizer que está existindo economia da água.Já no meu condominio a conta não abaixou nenhum real ou até aumentou,isto prova que para estes pobres de espíritos não mudou nada esta tremenda sêca que vivemos,pois só se prova a economia de água reduzindo a conta!!!Não adianta estufar o peito e falar,é preciso provar com a redução da conta...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 27/11/2014

Certeza de bons tempos, Luzia é o ponto alto de sua bela crônica. Realmente um poço em terrenos bem amparado por chuvas torrenciais nunca secam, de vez. Parabéns pelo seu texto, Junqueira.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 26/11/2014

Luzia, quem dera, nos atuais tempos,onde enfrentamos o fantasma do racionamento, poder contar com o velho e bom poço.

Abraço

Pedro Nastri

Enviado por Pedro Nastri - p.nastri@yahoo.com.br
Publicado em 26/11/2014

Luzia, você tem razão, nada é para sempre mas nós fomos dotados da memória que nos permite reviver bons e maus momentos na vida, a cada dia a vida se renova, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 26/11/2014

Luzia, voce tem toda razão, já postei um texto aqui sobre os poços, e eles acabaram na maioria devido a ser usado como fossa, principalmente depois que a SABESP trouxe agua encanada, hoje está fazendo falta mesmo, o homem se auto destroi e não pércebeu, parabéns, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
« Anterior 1 Próxima »