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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Época de ouro: 1960 Autor(a): ****************** - Conheça esse autor
História publicada em 12/09/2014
Morei sempre no bairro do Belém, porém minha história aconteceu no Tatuapé.
 
Estudei no Ascendino Reis, na Rua Tuiti; meus avós moravam na Rua Serra de Botucatu; e minha namorada, que depois veio a torna-se minha esposa, estudava no Colégio Lavosier, na Av. Celso Garcia.
 
Em conjunto com meus colegas de classe, no tempo que estudei no Ascendino Reis (pelos anos de 1963), organizávamos bailes nos sábados a noite, sendo uma semana na casa de cada colega, tanto das meninas como dos meninos.
 
Era muito legal e divertido. Éramos uma mocidade sem vícios, sem maldades e muita alegria estampada em cada um de nós. Éramos muito felizes.
 
Foram momentos mágicos: era uma emoção viver aqueles momentos com minha namorada e meus colegas. Que saudade!
 
Lembro-me de um episódio que tive com o nosso diretor do Ascendio, também em 1963, o Sr. Benedito...
 
Fui à escola com um caminhão que meu pai tinha reformado e estava sem carroceria. Guardei o caminhão dentro do pátio da escola, e fui pra minha sala. Quando estava na terceira aula fui chamado à diretoria.
 
Entrando na sala da diretoria, encontro o Sr. Benedito com uma fisionomia muito séria. Ele me disse o seguinte, assim que entrei e me sentei: “O senhor deveria pendurar uma mortadela no pescoço.”
 
E eu o questionei: “Sr. Benedito me desculpe, mas não entendi.”
 
Ele me explica: “Como o senhor coloca seu caminhão dentro do pátio? Se o senhor quer aparecer é melhor pendurar uma mortadela no pescoço! É mais prático e não tumultua. O senhor faz o favor de retirar já o caminhão do pátio, e na próxima vez que o senhor incidir nisso, serei obrigado a suspender o senhor.”
 
Pedi desculpas a ele com todo respeito e sai da sala. Era assim: fazíamos coisas inocentemente. Apenas com intuito de brincar, promover alegria entre os colegas, mas sempre sem maldades.
 
Me lembro que reuníamos na Praça Sílvio Romero, a nossa galera, um grupo de aproximadamente vinte cinco pessoas, entre rapazes e meninas. E lá ficávamos conversando, comendo pipoca e curtindo aquela alegria.
 
Hoje estou com sessenta e sete anos, viúvo, moro no interior, e embora aposentado, ainda trabalho em minha indústria. Sempre com as lembranças da minha adolescência e do Tatuapé, onde tive inúmeros momentos bons.
 
Se algum colega ou alguém que estudou no Ascendino nessa data, ler essa história entre em contato comigo. Quem sabe organizamos  uma reunião, um jantar, algum encontro para lembrar os bons momentos.
 
E-mail: victorpapeis@hotmail.com
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Publicado em 07/11/2014

caro Victor, sou dessa época e morei na região, trabalhei na porcelite e frequentava todos os bailes do tatuapé e outros ....talvez ja nos encontramos num desses lugares...abraço, Beira

Enviado por José Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 25/10/2014

GOSTEI do titulo de sua história,na verdade quem viveu como nós a época de ouro de 1960,sabe o que estamos falando.CONTO com 68anos,gosto de tudo que traz a memória aqueles tempos,por isso gosto do S.P.M.C.,e mesmo também morando no interior,não deixo esquecer minha querida cidade e meu bairro na zona leste,um grande abraço!!!!

Enviado por Luzia Helena Junqueira - luziahelena030746@gmail.com
Publicado em 15/09/2014

Victor, muito simpático o seu texto. Coisa boa é procurar os ex-colegas para um encontro com boas emoções. Parabéns Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 13/09/2014

Parabéns pelo texto, Vitor, eu só fui conhecer esse tipo de brincadeira quando fui passear em Ibitinga, chamavam de brincadeira dançante, realmente eram muito mais saudáveis nossas diversões.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 12/09/2014

Victor, como é bom saber que um "jovem" de 67 anos ainda trabalha e curte boas lembranças da adolescência, de um tempo em que a juventude era mais pura e os mestres escolares eram respeitados, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 12/09/2014

Vitor,apesar desta historia ser sua e escrita por voce,ela tem um pouco de cada um de nós que vivemos a juventude desta época e contem as mesmas saudades que amargam nossos corações...

O bairro em que voce passou anos dourados e felizes ficou tatuado em um cantinho do seu coração,como muitos de nós deste site tatuamos o nosso...Esta palavra mágica "ainda trabalho" eu adoooro ouvir,porque só assim a gente acrescenta dias mais felizes em nossas vidas,e o tempo continua passando sem que a gente perceba...Voce demorou muito para voltar a escrever,eu mesma não conhecia seu nome,pois entrei no site em 2012 com minha primeira história.Espero que alguém do Ascendino te encontre e boa sorte!!!

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
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