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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Festa do Divino na Freguesia do Ó - Uma grande Tradição com mais de 200 anos Autor(a): Arthur Miranda (Tutu) - Conheça esse autor
História publicada em 27/06/2014
Durante muitos anos, ou seja, desde menino assim como a maioria dos nascidos e moradores da querida Freguesia, acompanhei essa tradicional festa.
 
Lembro-me que corria junto a estes festejos, uma também tradicional pegadinha praticada por muitos de seus antigos moradores, que consistia em mandar algum garoto ir buscar a chave do Divino na casa de algum nome conhecido e tradicional morador do bairro.
 
A brincadeira era tradicional (não sei se a mesma ainda é praticada hoje em dia) e consistia no seguinte: Oferecia-se a algum garoto uma gorjeta para que o mesmo fosse à casa de alguém, para ali pegar a chave do Divino para os festejos.
 
O “coitado” então andava até a casa do morador citado e dizia que veio pegar a chave do Divino. O morador, já sabedor da brincadeira, assim como a maioria dos adultos do bairro, indicava a casa de outro morador como portador da mesma, o mesmo acontecia nesse novo local, e assim de casa em casa o pobre garoto fazia um tour de pelo menos duas horas pelo bairro inteiro, e voltava sem a tal chave que na realidade não existia. 
 
Depois de ter andado horas pelo bairro todo ainda era obrigado a ouvir os risos e os deboches dos amigos que ficavam no meio do Largo da Matriz esperando por sua volta, e assim, no ano seguinte poder também ele rir da próxima vitima dessa tradicional pegadinha.
 
Aos dez anos eu quase fui uma das vitimas dessa famosa pegadinha também. A minha sorte foi que, a caminho da primeira casa, encontrei com um primo meu, bem mais velho do que eu, que me explicou a historia e eu fiquei alguns minutos tomando um sorvete com ele, e só voltei uma hora depois, para pegar a gorjeta, que foi de dois cruzeiros, e que foram repassadas diretamente para as mãos de um comerciante, dono de uma venda que vendia as famosas Balas Futebol. E eu ainda por sorte tirei a figura do Futebolino, que, além de carimbada, era considerada pela maioria dos meus amigos, como a mais difícil do Álbum.
E-mail: 27.miranda@gmail.com
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Publicado em 01/07/2014

Mais uma vez Santo Amaro se fez presente a esta magnifica representação que emociona pelo fervor popular da Freguesia do Ó. Parabéns, mais uma vez, ao povo oiense, pela bela festa apresentada!

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 01/07/2014

Arthur, seu safadinho! Não caiu na brincadeira, né? Nós ainda temos aqui, em Fpolis, a Festa do Divino, mas, infelizmente, a participação da sociedade tem sido bem menor. Boas memórias, como sempre. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 27/06/2014

Arthur, infelizmente no meu bairro nunca tivemos uma festa dessas, o que havia era o famoso "vai e vem" lá pelas bandas da Rua dos Sorocabanos nas noites de sábado e domingo, sem pegadinha, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 27/06/2014

Em 1962, quando comecei a trabalhar numa empresa no ABC; era costume pedir ao novato buscar no almoxarifado a ficha de estoque da "eletricidade em pó"; ou pedir na papelaria folhas de papel de " carbono branco".Uma piscadela evitou que caísse na pegadinha.......

Enviado por Luiz C. Peron - luizcperon@bol.com.br
Publicado em 27/06/2014

Arthur, aprendi mais uma dessas festas tradicionais que estão cada vez mais raras e a Freguesia do Ó a mantem, parabéns pelo fato,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 27/06/2014

Brincadeira gostosa e inocente, sem machucar ninguém. Deixava a "vítima" mais esperto, mais vivo, melhor do que a que faziamos com as óstias. Mandavam um garoto na padaria mais próxima saber se as ostias ficaram prontas. Velhas pegadinhas por conta de uma juventude que não volta mais. Parabéns, Tutu.

Laruccia

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 27/06/2014

Tutu, que sorte sua ter um primo mais velo que te deu a dica da pegadinha. Nem todo mundo tem essa sorte não é?

Uma pegadinha que eu gostava de fazer com os boys da minha empresa era mandá-los a loja de materiais de construção comprar escada para pintar rodapés.

Pura maldade!

Enviado por Miguel S. G. Chammas - misagaxa@terra.com.br
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