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Categoria - Outras histórias Um peso, duas medidas e vários tamanhos Autor(a): Estanislau Rybczynski - Conheça esse autor
História publicada em 04/06/2014
É impressionante a grande variedade de produtos, marcas e tipos de embalagens que encontramos nas gôndolas dos supermercados, mercadinhos e comércio em geral, chegando ao ponto de embaralhar a vista e confundir os produtos. Fazendo com que até levemos algo que não queríamos comprar, parecendo proposital, onde uma marca nova imita a embalagem de uma empresa tradicional.
 
Sou do tempo aqui no bairro de Vila das Belezas e Jardim São Luiz, região de Santo Amaro, Zona Sul da cidade de São Paulo, onde das mercearias, secos e molhados, empórios, uma época em que era normal comprar todo tipo de mercadoria principalmente grãos e farináceos, líquidos a granel, onde o dono pesava o produto na sua frente nas balanças Filizola analógica, naqueles sacos cor amarelado marfim, assim como certos líquidos também eram envasados em nossa frente como óleo, querosene e produtos de limpeza em geral.
 
Hoje em dia devido também à globalização, importação e exportação aberta a todos e a grande variedade de alimentos artificiais e o consumismo em alta temos as embalagens de todos os tipos, pesos e medidas e tamanhos estocados que facilitam a nossa vida nesse aspecto de praticidade.
 
São alimentos embalados que vão diretos ao forno, ao forno microondas e alguns minutos a mesa está posta e é só comer e a embalagem descartável direto para o lixo, só se lava os talheres.
 
Mas um fato preocupa e muitos não dão conta do que anda acontecendo que é a variedade de medidas em peso, tamanho, cor, formato.
 
Se por um lado as embalagens prontas vieram facilitar a compra quanto à rapidez, por outro lado para muitas mercadorias veio a complicar quanto à variedade de medidas, onde perdemos tempo em olhar o peso, tamanho e a cor que são muitos semelhantes, onde às vezes devido às promoções a de maior peso ou volume pode ser mais barato que a outra.
 
O ovo de páscoa merece um capítulo à parte, que creio seja impossível comparar preços devido a seu tamanho, embalagem, peso, cor e numeração e as marcas. Os pesos principalmente variam de 180g, 240g, 380g, 625g, 1000g e ainda tem os números que de uma empresa não coincide com a outra empresa e o mesmo ocorre com as bolachas com infinidades de marcas, pesos e cores e lançamentos.
 
Nos alimentos considerados como ”isopor com sabor”, tem que prestar a atenção mais ainda, pois as embalagens são grandes de peso pequeno e bem variados, possui mais ar que produto de consumo final e prejudicial à saúde como excesso de sódio.
 
No caso dos líquidos, até as cervejas em lata que até pouco tempo atrás eram todas de 350 ml, hoje temos, 225ml, 473ml, 500ml, 750ml, embalagem com 12 latinhas e 15 latinhas. O mesmo ocorre com os refrigerantes que na década de 50 até 70 eram todas de 350 ml, fora as caçulinhas, agora temos 500ml, 1000ml, 2000ml, 3000ml e algumas vêem com um adicional de promoção de mais 250ml na garrafa pet, que nem cabem na geladeira. Em breve teremos refrigerantes de 5000ml! Por isso, temos uma população de obesos e com problemas de gastrite e sem contar os de zero cal, light, diet que, muitas vezes, levamos enganados pela semelhança de tamanho e cor.
 
Os líquidos engarrafados, destilados, vinhos e espumantes também são mais fáceis de comparar em relação ao volume. O problema do vinho, creio, é a grande quantidade de marcas, origens e sabores.
 
Os sabões em pó e sabões líquidos também seguem um padrão de medidas iguais que são fáceis de comparar.
 
Louvem-se as embalagens e pesos dos saquinhos de açúcar, café, farinhas, arroz, feijão e sal, que possuem medidas padrões de 250g, 500g e 1000g. Fácil de comparar preços.
 
Assim como macarrão sempre com pacotes de 1000g e as latas de óleo sempre com 900ml e leite 1000ml. Ovos vem em meia dúzia, uma dúzia ou caixa com vinte ovos.
 
Quanto aos papéis higiênicos e papel toalha, ocorre a mesma coisa quanto ao comprimento, e quantidades. O papel toalha é embalados normalmente dois a dois e os higiênicos oito a oito, a diferença está muitas vezes no comprimento de cada rolo.
 
Tudo isso é devido à americanização que nos impõe essa situação com as medidas deles transformadas para a nossa. Se faz necessário uma revisão para melhor comparação, maior rapidez nas compras e com qualidade também, pois somos enganados por peso, volume, cor, qualidade, quanto à composição química deles, pois um tem outros não têm glúten, sódio, maior ou menor caloria, óleo saturado ou não, transgênicos ou não com ou sem tempero. Tudo isso influencia no preço, no gosto e na confusão geral.
 
E, quando chegamos em casa, vem a bronca: “não era esse para comprar”, “mas a embalagem era igual”, “a denominação estava escrita em letras pequenas” e assim por diante.
 
No setor de hortifrutigranjeiros, já começou algumas complicações. Temos que reparar bem nas embalagens se as folhas são de produção normal, orgânica ou ainda hidropônica, mas creio ainda está mais fácil de comparar e o que facilita para muitas pessoas que não conhecem a verdura, na embalagem vem descrito o nome dela.
 
Enfim, a relação facilidade, praticidade e preço muitas vezes perdem-se pela semelhança, qualidade e aparência de muitos produtos.
 
E-mail: estan_tec@hotmail.com
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Publicado em 05/06/2014

os pesos das caixas de sabão em po,sao os mais enganadores,

na caixa marca 1kilo, e não tem.

ISTO E BRASIL VIVA A COPA> VIVA DILMA, VIVA O LULA>

Enviado por João Cláudio Capasso - jccapasso2@hotmail.com
Publicado em 05/06/2014

Estanis, tudo o que você lembrou foi muito pontual. Existe mesmo muita complicação proposital por parte dos fabricantes. Você fez a gentileza de nos fazer lembrar da simplicidade do passado, das necessidades reais que tínhamos. Vivíamos bem na nossa humildade. Parabéns. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 05/06/2014

Estan, trabalhei quase a vida toda com embalagens, principalmente as que vc, exaustivamente citou. Sei das mudanças operadas por fabricantes de produtos alimentícios e suas "manhas", não pra enganar o consumidor mas sim, pra vencer a concorrência. A praticidade de embalagens modernas, foram introduzidas com a expanção dos supermercados, que exigiam esse avanço pra viabilizar rapidamente as vendas. Lembro que ao fornecer-mos embalagens pra fabricantes de produtos de exportação, eram exigidos, pelo cliente, a impressão das barras de leitura ótica afim de ter seu preço já pré-estabelecido, lidos pelos escaners.

Um ótimo e interessante passeio pelo passado e progresso das embalagens, flexíveis ou não, que me são, particularmente bem familiares. Parabéns, Rybczynski.

Laruccia

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 05/06/2014

Bem lembrado Estan.Isso só faz a gente perder mais tempo no mercado.

Antigamente era mais fácil fazer compra.E tudo era natural, sem agrotóxicos sem conservantes sem transgênicos.Parabéns, abraço

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 04/06/2014

Stanislau, o progresso tem suasa vantagens e desvantagens, eu sou do tempo em que a gente ia ao empório e comprava o necessário, não havia muita opção, no açougue escolhíamos a carne, bebida só em garrafa de vidro, os tempos mudaram, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 04/06/2014

Muito legal seu texto,é isso mesmo, sempre compramos a coisa errada. Agora o pior é Picolé Kibon, Diamante Negro, Alpino, Toddy e muitos outros sem o menor traço do sabor que os consagrou, são apenas marcas. Abraços e parabéns.

Enviado por Alfred Delatti - apdelatti@ig.com.br
Publicado em 04/06/2014

Estimado

Na "lei do Marketing" diz o seguinte: "do. o consumidor entrar no supermercado os olhos dele tem que ocupar os 360 graus lógico para consumir tdo." Falcatruas são constantes,tenho um amigo que produzia PH,não se importava em pagar multa pois era mais lucrativo em relação ao que faturava,resultado não tem mais a fábrica,fechou.

Até nas feiras somos passados para trás,eles colocam a faca com adoçante nas melancias e pedem para experimentarmos os pedaços,muito antigo isso.

Estan,é só ferro no consumidor direto.

Um abraço.

Enviado por Vilton Giglio - viltongiglio25@gmail.com
Publicado em 04/06/2014

Por causa desta parafernalha toda que voce descreveu eu não me abilito a comprar nada para ninguém.Quando vou ao supermercado com filhas ou netas,fico abismada com as bobageiras que compram que para mim é tudo porcaria,e elas ainda falam o nome específico de cada pacotinho que escolhem,do macarrão instantâneo ou do chocolate que só pode ser aquele, e até o leite e o suco tem uma marca ou modelo específico,e eu nem dou palpite mas penso :Quanta bobagem,isto é falta de fome ou muita frescura para comer ,enfim novos tempos para as crianças e os jovens eu continuo lavando a roupa com o mesmo sabão,fazendo o mesmo tipo arroz e de macarrão,usando o mesmo café o mesmo açucar,o suco etc...etc...só não consigo ficar com a mesma idade....

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 04/06/2014

Nada, ou pouca coisa vende-se atualmente a granel. Pagamos também a embalagem, bem vistosa, primeiro chamariz do produto muito bem condensado e até balanças se tornaram sem utilidade alguma, pois tudo já sai das indústrias com a medida adequada a muitos desejos de consumo. Tudo é gerador de aquisição imediata do que se quer consumir. Parabéns pelo tema.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
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