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Categoria - Outras histórias Office-boy dos anos dourados Autor(a): José Camargo Beira - Conheça esse autor
História publicada em 29/05/2014
O sonho da minha mãe era ver o filho caçula trabalhando engravatado atrás de uma escrivaninha, então pediu a um conhecido, que era contador que tinha escritório na cidade, se ele estava precisando de alguém para trabalhar com ele.
 
E lá fui eu, com 13 anos, trabalhar como office-boy no ETC - Escritório Técnico do Contribuinte, na Rua Senador Feijó, 69 – 8º andar - sala 82.
 
Minha primeira tarefa foi fazer um depósito no Banco Brasileiro de Descontos, na Rua 15 de Novembro, já desci no elevador meio amedrontado com aquele saquinho de pão cheio de notas... Cheguei ao guichê, entreguei o saquinho e o depósito devidamente preenchido, o caixa contou, carimbou e quando me deu o recibo sai vitorioso... Pensei: já sou um office-boy.
 
A partir daí, foi abertura de firmas no antigo prédio da Secretaria da Fazenda, na Rua Tobias Aguiar, ou na Recebedoria Federal, na Florêncio de Abreu, onde havia um funcionário que agilizava as coisas mediante a uma “gratificação” que o meu patrão mandava entregar a ele, e como sempre o tal funcionário sempre reclamava do pouco valor da tal “gratificação”... Sem saber, eu já participava daquele jeitinho brasileiro que funciona no Brasil desde seu descobrimento.
 
Nessas andanças, meu ponto de parada era o Largo do Café, para uma esfiha dupla ou doce folhado com chantilly e nas lojas de discos que tocavam o sucesso do momento - The Platters e seu The Great Pretender...
 

 

E-mail: josebeira@hotmail.com
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Publicado em 05/07/2014

Bons tempos aqueles, apesar das dificuldades e a pouca grana. Quando não se levava a marmita, o jeito era comer uma pizza brotinho nas pastelarias chinesas da São João ou da Praça da Sé, para encarar o resto do dia.

Também fui um office-boy, como você , e tenho muito orgulho de ter sido, pois me deu experiencia e bagagem para o resto da vida.

Belo texto, abraço

Enviado por Flavio Candido - solacrepe@gmail.com
Publicado em 03/06/2014

Vilton,acho que até chegamos a frequentar a mesma fila na junta comercial.

Nelinho, lembro do sanduiche de salsicha, mas sempre preferi a esfhia dupla.

Houve um lapso no meu texto sobre o nome da rua da antiga secretaria da fazenda.....onde se lê rua Tobias de Aguiar o certo é rua Brigadeiro Tobias...acho que se tratava da mesma pessoa...coisa de 60 anos atras as vezes a memoria falha

Enviado por José Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 02/06/2014

Recordações de um início de atividades relacionadas a atividades ligadas a menores. Bem relatado seu texto, claro e completo. Parabéns, Beira.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 01/06/2014

Até hoje meu coração é de boy.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 30/05/2014

Beira, me desculpe, peguei uma carona no seu relato, eu práticamente fiz a mesma coisa que você, só no que no Largo do Café eu saboreava um sanduiche de cachorro quente e uma caçulinha do guaraná da Antarctica, parabéns pelo saudoso texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 29/05/2014

Beira,vc. andou também pela junta comercial? Nessas repatiçoes públicas,tinham aqueles enormes carimbos,sobre a mesa dos funcuonarios públicos,que sempre levavam "a gorjeta"para não dizer outra "coisa",e fazer o "bagulho" andar,nem ouvimos falar na"profissão" "boy" foi extinta,era só alegria naquela época,andava-se até uniformizado,as multinacionais exploravam os"boys",que não passou por essa?

Valeu a pena ter sido"boy",tempos antigos com muitos colegas e amigos.

Valeu Boy.

Enviado por Vilton Giglio - viltongiglio25@gmail.com
Publicado em 29/05/2014

Engraçado que o sistema das repartições sempre estão atreladas ao jeitinho brasileiro da gratificação, caixinhas em nome de uma agilização que deveria ser uma condição normal de um processo.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 29/05/2014

José, como é bom começar a trabalhar logo. Bem que eu gostaria... mas o duro mesmo e ter que aprender o tal jeitinho, que você citou. Está aí, bem aí, a origem das nossas mazelas comportamentais. Um abraço e meus parabéns.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 29/05/2014

Beira, ainda bem que naquela época não tinha a saidinha de banco, nem de casa e nem entradinha, agora facilidades mediante pagamento sempre houve, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
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