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Categoria - Outras histórias Mata Atlântica – Cambuci – Cerejeira – Ibirapuera Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 28/05/2014
Atualmente, ouvimos muito dizer "Salvem nossa Mata Atlântica", Marquise do Ibirapuera, local onde realizou-se um evento: "Salvem Mata Atlântica", décimo; havia diversas entidades para salvar a fauna e a flora, cada uma delas com objetivos específicos. Caminhões, aliás, dois, para dar as palestras, materiais didáticos, danças, teatro, folhetos, filmes, monitores dando explicações e, bem, um público heterogêneo, até escoteiros "lobinhos" com muito interesse. Um público estimado em seis mil pessoas que passaram por lá, foram três dias de evento, das 9h da manhã até as 18h, muito educativo.
 
Fazia alguns anos que não visitava o Ibirapuera com olhar de observação, mesmo porque passei muitos anos de minha adolescência lá dentro, naquela Marquise. Por exemplo, vi cachorros pit bull sem os equipamentos por lei, fumantes embaixo da Marquise sem pudor... Isso ao lado do evento "Mata Atlântica", sem uma placa proibindo tal fato, com muitas pichações. Isso pode? Quatro geradores exalando puro diesel no Parque! Patinadores "skatistas" dos melhores, placas das árvores caídas no chão, guardas do parque com "cara" de paisagem, só que horrorosas, marronzinhos fumando embaixo das marquises, as viaturas paradas irregularmente, isso dentro do parque, falta de placas informativas...
 
O belo passeio das árvores começou às 10h, guiado pelo Jovem Ricardo Henrique Cardim, Diretor – Mestre em Botânica – USP. Um público de mais de sessenta pessoas, heterogêneo. O que me chamou a atenção foram uns escoteiros lobinhos, muito interessados e espertos na explanação sobre as árvores que o Cardim descrevia, como: ao sairmos logo ao lado da Marquise há uma enorme árvore chamada Jequitibá, plantada há 20 anos pela SOS Mata Atlântica, pode chegar a 40 metros de altura; as árvores "estrangeiras" invadiram as nossas nativas, como as frutíferas; as empresas de energia preferem cortar as árvores a enterrar a fiação, sai mais barato, no RJ isso não acontece, temos a Figueira Imperial, significava riqueza, a Copaíba, Paú-Ferro... 
 
O café significou a matança das árvores nativas, lógico, café dava muito dinheiro... Foram horas com detalhes ricos das árvores que lá estão, a fala sobre as aves, os córregos que passam lá dentro, o viveiro do Manequinho, lá dentro do Ibirapuera. Como sabemos a idade de uma árvore através da "casca", quando uma se sobrepõe à outra...
 
Aliás, fomos contemplados com uma ótima garoa ao longo do passeio, São Pedro ajudou-nos, pois o grande final do passeio – didático - foi quando fomos plantar quatro pés de muda de Cambuci, uma árvore extinta, onde temos um legado: o nome de um bairro em São Paulo, duas cerejeiras, sendo que uma delas tive uma participação ao plantá-la. Realmente nunca imaginei participar de "uma plantação de árvores nesse parque que tanto gosto". Foram seis árvores que parecem nossos filhos, um dia crescerão e nos darão tudo de bom que existe na mãe, jamais esquecerei esse dia, só nos resta cuidá-las.
 
Nosso Parque Ibirapuera é tudo de bom em São Paulo, tem até banheiros limpos e com papel, sabonete líquido, muitas aves, urubus, patos, etc. sobre as árvores temos uma Copaíba, no Parque Granja Julieta Z.S, última geração, madeira nobre, araucária... Tem quatro mudas plantadas no Parque Villa-Lobos, região de Pinheiros, por causa disso só nome, não tem mais nada, Paú-Ferro, (Caesalpinia Ferrea) difícil de cair com chuva e mesmo com temporal faz jus ao nome, (Ficus Microcarpa), figueira - local Pça. Floriano Peixoto, Z.S. Santo Amaro, Canela, árvore rara da Mata Atlântica, Centro- Parque Buenos Aires, araucária - várias - Museu do Ipiranga e Parelheiros, Palmeira Imperial, em frente a Catedral da Sé.
 
Figueira das Lágrimas - Ficus Organensis, a mais antiga de São Paulo, consta em registros que data de 1861. Já adulta e grande, os viajantes choravam ao se despedir dos amigos, parentes, quando viajam, marco de despedidas, Guapuruvu (Schizolbium Parahyba), nativa da Mata Atlântica, existe no Parque da Água Branca, Zo, sofreu uma doença que matou muitos dos seus indivíduos que existiam em abundância no Pico do Jaraguá, Cedro Rosa (Cedrela Fissilis), há uma em frente ao Masp, linda, Av. Paulista.
 
Natureza e árvores em São Paulo são tudo de ótimo, gostaria muito de escrever longos trechos, mas ocupo por demais os amigos e leitores.
 
Fonte: www.árvoresdesaopaulo.com.br. Ricardo H. Cardim.
 
E-mail: viltongiglio25@gmail.com
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Publicado em 02/06/2014

Figueira das lágrimas é uma árvore histórica e não merecia ter sido tão abandonada...Acho que a maioria dos moradores da Eatrada das Lágrimas no Sacomã e Heliópolis nem imaginam o significado desta abandonada figueira...O parque Ibirapuera se transformou nisto que voce descreveu.Para mim "Salve a Mata Atlantica" é uma piada, já que não conseguimos salvar nem as nossas praças e parques.

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 02/06/2014

Interessante e elucidativa exposição de arvores, muito bem detalhadas com perfeição e gosto pela natureza. Vc soube explorar bem o tema, Giglio, dando a ao texto detalhes sobre locais e áreas bem conhecidas de São Paulo. Parabéns, Vilton.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 01/06/2014

Que maravilha de passeio Gostei muito.O sr deve gostar muito de natureza e de preserva-la abraco.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 30/05/2014

Vilton, discordo de você: seus textos não ocupam o meu tempo, pelo contrário, tenho aprendido muito com eles, o de hoje está excelente, você está de parabéns, continue assim.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 29/05/2014

Há uma gama de belas árvores brasileiras que são apreciadas para o paisagismo urbano. Infelizmente damos pouco valor para as nossas riquezas naturais, mas como você expõe sobre o interesse dos escoteiros pode ser que na juventude esteja o inicio das transformações e respeito ao meio ambiente.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 29/05/2014

Vilton, é isso ai, continue fazendo esse tur pela cidade e nos coloque ao par dessas diversidades, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 29/05/2014

Vilton, meus parabéns pelo texto. Achei extraordinária a sua experiência nessa visitação e agradeço a gentileza de ter partilhado conosco essas riquezas de detalhes. O melhor de tudo: sempre existe resistência à degradação urbana. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 28/05/2014

Vilton - A mim só encanta. Podes escrever a vontade - Que prazer saber das nossas arvores, que infelizmente não tem valor nenhum para aqueles que deveriam dar valor, assim que o local onde elas estão plantadas render bom dinheiro para construir algo no local, as coitadas são as primeiras a irem ao chão. Lembro com saudade da "Paineira do Butantã", onde passei inúmeras vezes indo para o trabalho em Osasco. Forte abraço ...

Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
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