Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias Sonho de criança Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 29/05/2014
Clesio, como sempre, vou aproveitando as crônicas e histórias de vocês para dar meu parecer ou então escrever algo ocorrido comigo no meu querido Tatuapé relacionado ao tema de vocês. Como diziam, a maioria dos palestrantes da minha época nas apresentações na minha área de Telecom: aproveitando o gancho e “blá blá blá”... 
 
Meu comentário é exatamente sobre nossos sonhos de criança. Meus ídolos e sonhos giravam em torno de três cantores; Presley, Paul Anka e Neil Sedaka. A minha voz era de taquara rachada, e como cantor nem pensar, mas pelo menos gostaria de tocar guitarra. Olha no violão não sai do “din din don”, ficando essa frustração de garoto. Apesar que, quando chegamos em Sampa, na década de 50, não era como hoje que você pode fazer teste de “optidão” que na avaliação indica a carreira a ser seguida. 
 
Assim que a nossa família se assentou, papai foi trabalhar na Vigor (Guarda Livros), mamãe costureira, o mais velho Antonio Carlos office-boy, o Plínio, como tinha um problema na mão direita, entregava terno para a tinturaria que ficava em frente de casa. O Paulo, quando chegou nos dez anos de idade, trabalhou no Cine São Luiz, com um cesto nos ombros vendendo guloseimas nos intervalos dos filmes. Eu, como era coroinha na Igreja Cristo Rei e estudava no Colégio Fernão Dias, que ficava na esquina da Maria Eugenia com a Tuiuti, o Vigário Padre Germano conversou com a mamãe e fiquei morando na Igreja, fazendo o trabalho como Sacristão e ganhava lá meus trocados. 
 
Quando completei 14 anos tirei a minha carteira de menor fazendo teste em um banco onde comecei a trabalhar, tendo que iniciar na sua matriz, que ficava em Osasco. Durante um ano pegando o bonde na Celso Garcia, um ônibus no Anhangabaú para chegar no trabalho. Assim que comecei a trabalhar pensando em ser bancário, eis que necessitavam de um boy no Departamento de Telecom, para onde fui encaminhado, e de banco mesmo não fiquei entendendo nada, mas sim tudo relacionado a telecomunicações, que foi a minha profissão por mais de quarenta anos. 
 
Começando pela telegrafia (Código Morse), telex, centrais de telex, telefonia, PABXs, fax, copiadoras, correio eletrônico, e por aí a fora. Com aptidão ou sem aptidão, acredito que dentro, a minha fé, nosso pai me encaminhou para essa profissão, que nunca havia pensado em minha vida, totalmente desconhecido por mim, e que deu certo. Obrigado meu pai do céu. Nos dias de hoje existem inúmeros cursos para tudo que se possa imaginar, só não trabalhando mesmo quem não quer, ou então engajar-se em um movimento que reivindica uma serie de benefícios, ou seja, esperando que caia algo do céu... Se a voz ajudasse, cantaria...
 
Luzes da Ribalta (Charle Chaplin)
 
Vidas que se acabam a sorrir
Luzes que se apagam, nada mais
É sonhar em vão tentar aos outros iludir
Se o que se foi pra nós
Não voltará jamais
Para que chorar o que passou
Lamentar perdidas ilusões
Se o ideal que sempre nos acalentou
Renascerá em outros corações...
 
E-mail: joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Localização da história
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 03/06/2014

caro sacristão Aureliano, hoje tem os karaokes, porque não tenta, ainda da tempo....

estive com o Irineu e lembramos de voce e do Bar São Paulo...abraço, Beira

Enviado por José Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 03/06/2014

Parabens pela forca de vontade e no fim voce acabou aprendendo uma otima profissao isso so acontece com pessoas versatis como voce.Parabens Abracos Felix

Enviado por João Felix - jfvilanova@gmail.com
Publicado em 02/06/2014

Ligeira esplanação de um início de vida profissional bem aproveitada por vc, Aureliano. As oportunidades que surgem devem ser encaradas como desafios e vc as enfrentou com ótimos resultados. Parabéns, José.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 01/06/2014

Aureliano, o ideal não renasce em outros corações não. Renasce nos nossos corações todos os dias que acordamos e continuamos acreditando.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 30/05/2014

Aureliano, você dá um bom exemplo de vida, dedicado ao trabalho desde a adolescência e sempre lutando para conseguir as coisas pelos seu esforço, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 29/05/2014

Bem lembrada sobre a carteira profissional de menor, que recebia a metade do salário mínimo e quem estudava no SENAI trabalhava seis meses na empresa e os outros seis meses do ano ficava nas oficinas do SENAI. Antes éramos encaminhados para ter uma profissão.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 29/05/2014

Que lindo, José ! Parabéns pela vida que levou, com dignidade e respeito. E como é bom ir ao encontro das soluções, e sempre com encantamento e sonhos. Parabéns pelo relato. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 29/05/2014

Aureliano, bela trajetória e vitoriosa, graças a seu esforço e exemplo dos pais, como cantor e instrumentista também passaria fome,parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
« Anterior 1 Próxima »